Fabíola Jaeger - Co-founder & CEO na Caleta Gaming
Fabíola Jaeger – Co-founder & CEO, Caleta Gaming
Fabíola iniciou sua carreira como desenvolvedora web em empresas de tecnologia, passando por companhias como AQTech Power Prognostics, Cordia Corporation e Sabre Corporation, onde atuou em projetos de software e soluções digitais. Em 2010 entrou no universo dos jogos ao integrar a Vesta Incubator como Game and Math Developer, posição em que desenvolveu mecânicas, lógica e matemática de jogos, construindo a base técnica que a acompanharia pelo restante da carreira.
Em 2013 fundou a Caleta Gaming, inicialmente como COO. Desde então, liderou o desenvolvimento do portfólio de jogos, a expansão da empresa e a estruturação de equipes multidisciplinares. Em 2020 assumiu o cargo de CEO, conduzindo a Caleta em uma fase de crescimento, internacionalização e consolidação no mercado global de conteúdo para cassino online.
Sua experiência une visão de produto, profundo conhecimento técnico e gestão próxima de times criativos e de desenvolvimento. Hoje, Fabíola segue à frente da Caleta Gaming, impulsionando inovação e fortalecendo a presença do estúdio em diferentes mercados.
Conversamos com Fabíola para conhecer um pouco mais sobre sua atualidade, sua carreira e seu lado mais humano no "Mais que um Jogo"
Trajetória Profissional
O que você sonhava ser quando criança antes de entrar nesta indústria?
Sempre quis ser dentista. Tenho muitos tios e tias dentistas e achava o máximo as habilidades, a riqueza e o consultório deles. Até fiz dois anos consecutivos de vestibular para Odontologia da UFSC. Na época, fiquei bem chateada que não passei; hoje, agradeço por isso e por ter cursado sistemas de informação nessa mesma universidade.
Qual foi o seu primeiro trabalho remunerado?
Quando eu entrei na universidade, em agosto de 2003. Eu era bolsista do CNPq e ganhava exatos R$ 241,00. No segundo semestre eu já estava com dois estágios, ganhando R$ 840,00, e assim fui aprendendo e evoluindo até o final do curso, em 2008.
E o seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?
Foi no final de 2010, como Game Developer, quando entrei na Vesta Gaming.
O que você mais gosta nesta indústria?
O fato de podermos trabalhar com entretenimento e colaborar muito com o setor de esportes do Brasil, afinal, eu sou uma grande esportista.
Quais tendências atuais vão moldar o futuro das apostas nos próximos 5 anos?
Acredito na Inteligência Artificial e na crescente regulamentação do setor em mercados-chave.
Como você enxerga a relação entre jogo responsável e crescimento sustentável do mercado?
Creio que o jogo responsável é fundamental para o crescimento sustentável do mercado de apostas, atuando como um pilar essencial que protege os consumidores e constrói uma reputação sólida para a indústria a longo prazo.
O que mais te preocupa em relação à ludopatia?
É a falta de clareza com que as informações são divulgadas, muitas vezes enganando os jogadores. Cabe a nós, fornecedores de jogos, fazermos o nosso trabalho de conscientização e esclarecimento sobre como os jogos funcionam, pois ainda hoje isso é muito mal divulgado nas mídias. Há pessoas sem conhecimento técnico algum divulgando erroneamente como os jogos funcionam e qual o seu real propósito.
Quais habilidades você considera essenciais para um líder nesta indústria?
Saber tomar decisões com presteza, afinal, tudo nessa indústria muda muito rápido.
Ter uma comunicação clara e eficaz, fluente em inglês, português e espanhol. Inclusive, preciso melhorar o meu espanhol… digo, portunhol.
Ter ética e integridade, respeitando as regras de compliance dos diversos mercados. Infelizmente, essa é ainda uma indústria bastante polêmica; portanto, seguir as regras do jogo é o mínimo para evitar mais polêmicas.
Senso crítico e capacidade de execução para resolver problemas. Um bug em um jogo, por exemplo, dependendo da gravidade, pode gerar prejuízo em cascata para operador, agregador, provedor de jogos, pagamentos etc. Ter visão e atitude para repassar à equipe o que é prioridade é crucial.
Ter ambição combinada com humildade. O apetite por atingir objetivos, inovar e enfrentar desafios diários é essencial. Nenhuma empresa se sustenta sem isso. Mas precisamos manter a humildade para continuar evoluindo.
Qual foi a decisão mais difícil que você tomou na sua carreira e o que aprendeu com ela?
Sem dúvida, a decisão de empreender e abrir o meu próprio negócio. Muitos medos surgem: medo de falhar, de dar tudo errado, de não ter competência, de falir.
Aprendi que com coragem, ambição, determinação, honestidade e humildade, os resultados aparecem.
Qual foi o melhor conselho profissional que você já recebeu?
Entregue sempre o seu melhor.
Se você tivesse que resumir sua filosofia de liderança em uma frase, qual seria?
Se estiver com medo, vá com medo mesmo, mas vá preparado.
Se você não tivesse trabalhado nesta indústria, qual outra profissão você gostaria de ter seguido?
Algo relacionado ao mercado financeiro… gosto muito de matemática.
Ping-Pong de Perguntas
Um livro que você recomendaria?
Na Raça. Conta como Guilherme Benchimol criou a XP e iniciou a maior revolução do mercado financeiro brasileiro.
Um filme que te marcou?
Em busca da felicidade
Uma comida preferida?
Churrasco do meu pai, a maionese da minha mãe e arroz
Um lugar no mundo onde você escolheria viver?
Eu já sou abençoada e moro no paraíso: Florianópolis – Brasil
Um sonho ainda pendente?
Ter projetos sociais relacionados ao esporte
Um hobby ou paixão fora do trabalho?
Surfar
Café ou chá?
Os dois, de manhã café e à noite chá
Trabalho remoto ou escritório?
Escritório
Cassino ou apostas esportivas?
Poker
Messi ou Cristiano?
Messi
Doce ou salgado?
Salgado
Netflix ou Disney+?
Netflix
Acordar cedo ou virar a noite?
Acordar cedo, bem cedo
Praia ou montanha?
Praia
Livro em papel ou e-book?
Papel
Dados ou intuição?
Depende da situação
Prefere frio ou calor?
Calor
Traje formal ou informal?
Informal
Janela ou corredor?
Janela
Vinho ou cerveja?
Depende da situação. Gosto bastante de gin.
O líder se faz ou nasce pronto?
Se faz
O Legado
Como você gostaria de ser lembrado(a)?
Pelos valores que consegui transmitir aos que estão ao meu lado, seja no ambiente profissional ou pessoal. Por ter incentivado outras pessoas a alcançar seus objetivos e sonhos.
Que pergunta você nunca recebeu em uma entrevista e gostaria de responder?
Essa mesma.
Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo esta entrevista?
Valter Delfraro Junior.