Fellipe Fraga - Chief Business Officer na Stellar Gaming (EstrelaBet & Vupi)

Fellipe Fraga - Chief Business Officer na Stellar Gaming (EstrelaBet & Vupi)

Fellipe Fraga – Chief Business Officer, Stellar Gaming (EstrelaBet & Vupi)

Advogado de formação pela PUC Minas e pós-graduado em Direito Público, Fellipe traz uma profundidade técnica diferenciada ao setor. Sua experiência abrange desde a consultoria em Direito Desportivo e Internacional até funções críticas de AML Compliance (Prevenção à Lavagem de Dinheiro) e gestão operacional como ex-COO da EstrelaBet. Essa visão 360°, que une o rigor jurídico à agilidade comercial, permitiu-lhe navegar com sucesso pelos complexos processos de regulação e conformidade em jurisdições internacionais.

Sua influência estende-se também ao âmbito institucional e jornalístico. Foi membro colaborador da Comissão de Direito Desportivo da OAB/MG e auditor pleno do STJD de Futebol Americano. Além disso, sua faceta como ex-jornalista esportivo especializado em rugby confere-lhe uma capacidade única de comunicar e entender a paixão do torcedor por dentro.

Poliglota, com domínio de inglês, espanhol e italiano, e atualmente dedicando-se ao estudo do hebraico, Fellipe personifica o executivo global moderno: alguém capaz de construir pontes entre mercados internacionais e o vibrante ecossistema do iGaming no Brasil, sempre tendo a integridade e a transparência como pilares de sua gestão.

Conversamos com Fellipe Fraga para conhecer mais sobre sua trajetória, sua visão sobre o cenário regulatório brasileiro e o lado humano por trás de uma das lideranças mais atuantes da indústria, em uma nova edição de Mais que um Jogo no iGaming.bet.

A Origem

Onde você nasceu?

Belo Horizonte, em Minas Gerais, Brasil.

Se hoje você pudesse caminhar pelo bairro onde cresceu quando criança, do que se lembraria?

Das subidas, do meu colégio, da praça e da Igreja.

Se pudesse voltar no tempo para esses anos, o que gostaria de estar fazendo?

Conversando com os amigos, lendo um bom livro na biblioteca do colégio e praticando algum esporte.

Que parte dessa criança ainda está presente na sua vida?

Conversar com amigos e ler bons livros, a prática do esporte é mais difícil!

Com o que essa criança sonhava trabalhar quando crescesse?

Com relações internacionais ou com esporte. Felizmente, hoje faço os dois!

Trajetória Profissional

Qual foi o seu primeiro trabalho remunerado?

Estagiário em uma startup que falava de democracia participativa.

Qual foi o seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?

O mesmo de hoje: a EstrelaBet, sete anos atrás.

O que você mais gosta nesta indústria?

Das pessoas. Uma indústria de pessoas inteligentes, interessadas, espontâneas.

Quais tendências marcarão o futuro das apostas nos próximos 5 anos?

O uso da Inteligência Artificial seguirá crescendo, com uma personalização cada vez maior para a experiência de usuário, que tende a encontrar espaço junto ao mundo do metaverso.

O que mais te preocupa em relação ao vício em jogos (ludopatia)?

O que mais me preocupa é o descontrole das operações ilegais que não promovem nenhum tipo de cuidado. As operações legais estão sempre em constante diálogo setorial e com organismos e entidades de saúde para evitar que o cliente com tendências compulsivas desenvolva comportamento ludopata. Sem o controle sobre as ilegais, o cliente fica vulnerável.

Se tivesse que escolher um chefe que marcou sua trajetória profissional, quem seria?

Tive muitos que me marcaram, mas vou destacar o Dr. Jason Albergaria Filho, advogado do último escritório que eu trabalhei, que sempre tinha o cuidado de sentar e conversar comigo sobre assuntos diversos, mas sempre carregado de uma lição profissional, ainda que falássemos do futebol dos anos 50.

Qual foi o melhor conselho profissional que você já recebeu?

Uma frase que nosso CEO sempre fala: acordar para ser melhor todos os dias.

Se tivesse que resumir sua filosofia de liderança em apenas uma frase, qual seria?

O trabalho é feito por pessoas e para pessoas.

O que você mais valoriza em um trabalho, além do salário?

Oportunidade de desenvolvimento.

Se não tivesse trabalhado nesta indústria, que outra profissão gostaria de ter exercido?

Diplomata: embaixador ou cônsul, representando o meu país pelo mundo; ou executivo de futebol!

Ping-Pong de Perguntas

Um livro que você recomendaria?

A Bíblia Sagrada, mas para falar algum livro: Dom Quixote.

Um filme que te marcou?

Invictus.

Uma comida preferida?

Fricassè de frango.

Vinho ou cerveja?

Vinho.

Um lugar no mundo para viver?

Porto, Portugal.

Um sonho pendente?

Assistir ao SuperBowl, ao vivo.

Um hobby ou paixão fora do trabalho?

Colecionar camisas de futebol.

Uma personalidade que você admira?

Dom Pedro II, Imperador do Brasil.

Trabalho no escritório ou em casa?

Escritório.

Um dia de praia ou no campo?

Campo, preferencialmente no frio.

Empregado ou empreendedor?

Hoje, empregado.

Líderes nascem prontos ou se tornam líderes?

Líderes se formam, desde que com vontade para ser.

Família & Amigos

Se seus pais tivessem que te descrever sem mencionar seu cargo ou suas conquistas, o que diriam de você?

Pergunta difícil! Acho que diriam que sou um filho respeitoso.

Como seus amigos te descreveriam?

Alguém divertido.

Quem é aquela pessoa que ainda se atreve a te dizer "você está errado" quando todos os outros dizem que sim?

Minha esposa.

Quanto a sua família influenciou para que você pudesse estar onde está hoje?

100%. Não fosse minha esposa e filhas eu não teria tanto desejo de dar meu melhor todos os dias. E também, sendo meu irmão o meu chefe, a família é presente o tempo todo, porque um bom resultado profissional ajuda meu irmão caçula também.

Para qual pessoa, que está longe ou que já não está fisicamente presente, você gostaria de dar um abraço? O que diria a ela?

Meus avôs Elio e Ismael e minha avó Iracema. Fazem muita falta, e eu diria que sigo buscando honrar os sobrenomes que eles me deram.

Sucessos e Fracassos

O que você diria para a sua versão mais jovem que, em algum momento, estava sofrendo ou prestes a desistir?

Confie em Deus. Tudo coopera para o bem daqueles que O amam.

Qual foi a decisão mais difícil que você tomou na sua carreira e o que aprendeu com ela?

Sair da advocacia e entrar em 2019 em um mundo novo e incerto - o do igaming. Aprendi com ela que confiar na paz interior vale a pena.

Qual foi a sua maior conquista e o que ela significou para você?

Em nível pessoal, a maior conquista é a minha família. Acordar e ver minha esposa e filhas me enche de gratidão. Profissionalmente foi ver a EstrelaBet como parceira da CBF, ajudando seleções de Beach Soccer e Futsal a vencerem a Copa do Mundo.

O Legado

Onde você se vê em 5 ou 10 anos?

Viajando pelo mundo com a família, contando as novidades do mercado, e cooperando para as empresas levarem entretenimento para as pessoas.

Como você gostaria de ser lembrado?

Como alguém que espalhou alegria e boas novas por onde passou.

Se tivesse que dar um conselho de vida para outra pessoa, qual seria?

Confiar sempre em Deus. Ele é poderoso para fazer muito mais do que tudo que possamos pedir ou imaginar.

Qual pergunta nunca te fizeram em uma entrevista e que você gostaria de responder?

Existe a possibilidade de uma jurisdição sobre o iGaming criada por organismos internacionais, como regulamentações supranacionais? É uma pergunta que envolve temas que gosto muito, e acredito que no futuro existam acordos multinacionais que permitam a oferta de jogos em diferentes países respeitando regras centrais.

Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo a esta entrevista?

Marc Crean, um inglês apaixonado por Minas Gerais.