A ANJL intima Romeu Zema e exige uma retificação pública
A câmara que agrupa as empresas de apostas autorizadas no Brasil deu um prazo a um candidato presidencial. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) notificou extrajudicialmente Romeu Zema, do partido Novo, e exige que ele se retrate publicamente de uma série de afirmações que, segundo a entidade, descrevem o mercado regulado com informações falsas. Seu argumento é que esse tipo de declaração pode distorcer o funcionamento do setor.
O que a entidade descreve é um padrão e não um exabrupto. No documento, ela enumera os canais onde o candidato repetiu os mesmos conceitos, desde reportagens e comunicados até discursos de campanha e postagens, e sustenta que essa insistência acaba confundindo o público e os próprios órgãos de fiscalização.
Plínio Lemos Jorge, à frente da ANJL, enquadrou o assunto em termos de evidência. Seu ponto é que as empresas do segmento operam com permissão federal e pagam os impostos devidos, de modo que não pretendem aceitar acusações sem provas. Para o dirigente, sustentar uma posição assim sem dados técnicos revela pouco interesse pelo fundo do debate.
A exigência formal é dupla: uma retificação pública e a correção do material já divulgado. Se o candidato não responder, a associação antecipou que avaliará levar a reclamação aos tribunais pelos prejuízos morais e patrimoniais que atribui a essas declarações. Sustenta que o dano recai sobre a reputação de empresas que trabalham com licença e deixa desorientados tanto os apostadores quanto aqueles que elaboram a política pública do setor.
A ANJL representa operadores de apostas e loterias licenciados no Brasil, um mercado que funciona sob autorização federal desde 1º de janeiro de 2025 e que se instalou no centro do debate público durante a campanha eleitoral. A entidade já havia reclamado nos últimos dias por sua exclusão da reunião sobre apostas convocada no Palácio do Planalto, um encontro ao qual o órgão regulador do setor também não compareceu.
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