Brasil: Apostas na Copa 2026 recorde, 62% planeja apostar mais
A menos de um ano do início da Copa do Mundo 2026, diversos estudos já antecipam um forte aumento na atividade de apostas esportivas no Brasil. A última pesquisa da Resenha Digital Clube e Data-Makers, realizada em outubro de 2025 entre mil consumidores de conteúdo esportivo, mostra um cenário de consumo massivo do torneio e um forte impulso para as apostas online.
Uma Copa do Mundo que será vista mais e de forma mais conectada
95% dos entrevistados garantiram que acompanharão a Copa do Mundo, e oito em cada dez dizem que a edição de 2026 terá maior audiência que a de 2022. Embora o comportamento diante da tela também mude:
- 38% assistem aos jogos pela TV enquanto usam simultaneamente o celular.
- 34% se concentram apenas na televisão.
- 12% acompanham os jogos somente pelo celular.
O ambiente familiar continua predominando como local preferido para assistir às partidas (72%), embora o componente social pese: 35% assistem aos jogos com amigos, 31% em bares e restaurantes, e 12% em eventos especiais.
Perfil dos participantes
A amostra foi composta por 44% de mulheres, 55% homens e 1% outros gêneros. Na distribuição por classe social predominam as classes C (42%) e AB (31%), com uma presença equilibrada em todas as regiões: Sudeste (45%), Nordeste (20%), Sul (18%), Centro-Oeste (9%) e Norte (8%).
A Copa do Mundo também impulsiona as apostas: 62% planejam apostar mais
O relatório O Brasileiro e a Copa, também elaborado pela Data-Makers, confirma a tendência: seis em cada dez brasileiros preveem aumentar seu consumo de apostas durante a Copa do Mundo.
Além disso:
- 38% apostam pelo celular durante os jogos.
- 26% consultam estatísticas ao vivo para decidir suas jogadas.
Esses hábitos consolidam a Copa do Mundo como um motor de crescimento para o mercado de apostas online, que já é um dos setores de maior expansão no Brasil.
Onde os brasileiros assistirão à Copa do Mundo e o que consumirão
A televisão aberta lidera como principal canal de transmissão (85%), seguida pelo Instagram (82%), sites de notícias (77%) e YouTube (70%). TikTok (42%) e Facebook (38%) aparecem como plataformas secundárias, mas influentes.
Durante os jogos, 86% usam redes sociais para comentar ou compartilhar conteúdo; WhatsApp lidera as interações (49%).
Paralelamente, a Copa do Mundo impulsionará um aumento significativo no consumo geral:
- Snacks (72%)
- Chocolates (66%)
- Carnes (60%)
- Bebidas alcoólicas (60%) e não alcoólicas (54%)
76% planejam frequentar mais bares e restaurantes, e 43% pretendem comprar roupas ou acessórios temáticos. Também se projeta um aumento de 64% no uso de internet móvel e chamadas.
As marcas entram em campo: afinidade, promoções e influenciadores
Metade dos entrevistados diz preferir marcas associadas à Copa do Mundo, e 37% asseguram que desenvolvem maior afinidade com patrocinadores oficiais. Entre as ações mais valorizadas destacam-se:
- Promoções (21%)
- Artigos colecionáveis (18%)
- Conteúdos especiais (17%)
Segundo Fabrício Fudissaku, diretor da Data-Makers, a Copa representa “uma oportunidade estratégica para que as marcas influenciem hábitos de consumo e ampliem sua presença entre os fãs”.
Influenciadores: um fator decisivo
O estudo confirma a importância dos criadores de conteúdo:
- 53% consideram comprar produtos recomendados por influenciadores.
- 45% sentem maior afinidade por marcas que os patrocinam.
Os perfis com maior credibilidade são:
- Ex-atletas e treinadores (31%)
- Jornalistas esportivos (19%)
- Criadores nativos digitais (15%)
- Humoristas (14%)
Os formatos favoritos:
- Comentários durante as transmissões (30%)
- Lives antes e depois dos jogos (23%)
- Análises técnicas (14%)
Entre os nomes mais influentes destacam-se Neymar (31%), Neto (21%) e Tiago Leifert (14%).
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