Caixa revoga 23 licenças (2026), mira o comercial no Mundial
O banco estatal mantém sua política de "tolerância zero" e soma novas baixas às 162 do ano passado. Paralelamente, negocia com a Febralot o lançamento de produtos especiais pelos 30 anos da Mega-Sena e a venda de figurinhas da Copa do Mundo.
A Caixa Econômica Federal (CEF) começou 2026 com mão dura. No primeiro mês do ano, o gigante estatal oficializou a revogação forçada de 23 permissões de operação de agências lotéricas, conforme consta nas publicações do Diário Oficial da União.
Essa medida confirma que a limpeza da rede não parou com a virada do ano. Durante 2025, a CEF já havia cancelado um total de 162 licenças (17 delas somente em dezembro), afetando unidades que não cumpriam os padrões de desempenho ou normativos. Os fechamentos de janeiro atingiram agências em praças fortes como São Paulo e Rio de Janeiro, mas também alcançaram municípios no Amazonas, Pará e Rio Grande do Sul.
Apesar desse ajuste, a capilaridade do sistema continua sendo invejável: a Federação Brasileira de Empresas Lotéricas (Febralot) destaca que a rede mantém mais de 13.100 unidades operacionais, cobrindo 98% dos municípios do país e sustentando cerca de 70.000 empregos diretos.
A estratégia para reativar as vendas
Além da fiscalização, a Caixa sabe que precisa melhorar a rentabilidade dos agencistas que permanecem ativos. Por isso, está elaborando um calendário de eventos especiais para 2026.
O destaque seria a celebração dos 30 anos da Mega-Sena, o jogo símbolo do Brasil. A ideia que discutem junto à Febralot é lançar um sorteio comemorativo que substitua a tradicional "Dupla Sena de Páscoa", com um prêmio estimado que superaria os R$ 150 milhões (USD 28,6 milhões).
Futebol e figurinhas: O plano Mundial 2026
Com a Copa do Mundo no horizonte, a banca estatal busca diversificar o fluxo de clientes nos pontos de venda. Ricardo Amado, presidente da Febralot, revelou que está sendo analisada juridicamente a possibilidade de vender álbuns e figurinhas da Copa 2026 nas loterias. O objetivo é aproveitar o tráfego massivo que o colecionismo gera durante o torneio.
Além disso, para os apostadores esportivos mais tradicionais, a Caixa planeja uma edição temática da Loteca focada exclusivamente nos jogos da Copa, buscando capitalizar a febre futebolística em um ano chave para o esporte.
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