GLI foca em mercados emergentes no International Gaming Summit 2026

GLI foca em mercados emergentes no International Gaming Summit 2026

A Gaming Laboratories International escolheu a edição de 2026 da International Gaming Summit para reforçar uma das mensagens que a empresa de certificação vem sustentando nos últimos ciclos: os mercados emergentes não são mais uma promessa de médio prazo, são uma peça estratégica do presente da indústria global de jogos. A cúpula, organizada pela International Association of Gaming Advisors, foi realizada de 2 a 4 de junho no hotel The Ritz-Carlton em Sarasota, Flórida, e reuniu novamente executivos, reguladores, consultores e especialistas em torno das tendências mais relevantes do setor.

A GLI chegou ao encontro como patrocinadora e participou do debate mais esperado da quinta-feira, 4 de junho, o painel New and Emerging Markets to Watch. James Maida, presidente e CEO da empresa, foi um dos protagonistas dessa discussão, onde o foco foi em como os mercados emergentes estão estruturando seus marcos regulatórios, que medidas de proteção ao jogador estão implementando, que iniciativas de jogo responsável estão colocando em pauta e que boas práticas começam a se consolidar para sustentar o crescimento do setor em diferentes jurisdições.

Uma agenda atravessada por novos territórios

A conversa sobre mercados emergentes teve um protagonismo particular dentro do programa da cúpula. A International Gaming Summit é um dos fóruns onde o setor revisa como o mapa global do jogo é reordenado, e a presença ativa de um certificador como a GLI nesse painel sublinha o peso técnico que as jurisdições que estão construindo seus marcos normativos neste momento têm. A capacidade de uma nova jurisdição de atrair operadores sérios, transparentes e sustentáveis depende justamente dos padrões de certificação, fiscalização e proteção ao jogador que adota desde o início.

Durante os três dias, a agenda incluiu painéis dedicados à expansão das apostas esportivas, às atualizações regulatórias em diferentes regiões do mundo, ao crescimento do mercado ilegal e outros assuntos considerados estratégicos para a indústria global. Essa combinação deixou claro que a luta pela regulamentação não se reduz a um debate jurídico, mas entra em pleno terreno operacional, comercial e de concorrência de mercado, com consequências diretas para os operadores que avaliam onde e como entrar em cada praça.

O papel dos reguladores

A intervenção de Maida funcionou como um convite para observar de perto como os reguladores dos mercados emergentes estão montando sua caixa de ferramentas. A discussão somou perspectivas comparadas e deixou a sensação de que a convivência entre a maturação dos marcos regulatórios e as exigências dos operadores internacionais se transformou em uma variável chave para o crescimento sustentável do setor. A frase do CEO da GLI alinhou-se com uma ideia comum a boa parte do painel: a transparência nos processos de certificação e a cooperação entre reguladores são condições necessárias para que os mercados emergentes possam capitalizar seu potencial sem cair em erros de jurisdições mais maduras.

A participação da empresa também se entrelaça com uma tendência que vem marcando a indústria. Os grandes laboratórios independentes são cada vez mais interlocutores frequentes para os reguladores em formação, porque fornecem padrões técnicos, antecedentes comparados e suporte para construir esquemas confiáveis desde o primeiro dia. Essa interação reduz a curva de aprendizado e permite que os operadores acessem mais rapidamente uma praça com regras claras.

Mensagem direta para a América Latina

A mensagem da GLI chega com uma ressonância especial na América Latina. O Brasil consolidou seu marco federal, o Peru avança com seu esquema, a Argentina soma jurisdições reguladas, a Colômbia ajusta detalhes e o Chile luta para destravar seu projeto no Senado. Nesse quadro, a região se transforma em uma das áreas mais quentes do mapa global de mercados emergentes que a cúpula colocou sob a lupa. Para os operadores e provedores que já trabalham na LatAm, o painel de Sarasota reforça a ideia de que investir tempo e recursos na montagem regulatória, técnica e de jogo responsável é a melhor maneira de capturar valor sustentado em mercados que estão prontos para crescer durante os próximos anos.

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