Hacienda suspende a licença da Pixbet no Brasil

Hacienda suspende a licença da Pixbet no Brasil

A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda do Brasil determinou em 13 de agosto a suspensão da licença da Pixbet Soluções Tecnológicas, uma medida cautelar motivada pela ausência de mecanismos para monitorar apostadores compulsivos e pela falta de envio de documentação obrigatória ao órgão. A suspensão afeta as três plataformas contempladas na licença, pix.bet.br, ganhei.bet.br e betdasorte.bet.br, embora os sites possam permanecer online unicamente para que os usuários retirem os saldos restantes de suas contas, enquanto as apostas já realizadas que ainda não foram concluídas deverão ser canceladas e reembolsadas ao jogador.

Segundo a imprensa local, a empresa tem um prazo de até dez dias para recorrer e, em caso de descumprimento da suspensão, será aplicada uma multa diária de 200.000 reais, cerca de 38.500 dólares. A medida não afeta as licenças estaduais que a companhia possui no Paraná e no Rio de Janeiro, onde poderá continuar operando normalmente. No mesmo dia da suspensão, a Pixbet também foi alvo da Operação Arena, uma investigação lançada pela Polícia Federal que busca esclarecer um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que envolveria a empresa, embora a suspensão não tenha relação direta com a operação.

No âmbito da operação, o proprietário da Pixbet, Ernildo Júnior, foi abordado pela Polícia Federal em Campina Grande, onde seu automóvel e seu telefone celular foram apreendidos como parte de um mandado de busca e apreensão, segundo reportagens da mídia brasileira. O advogado Nelson Wilians, fundador de um dos maiores escritórios de advocacia do país, também figura entre os alvos da investigação, na qual seria suspeito de estar envolvido na lavagem de dinheiro de empresas ligadas à Pixbet, em um esquema que teria implicado o envio ao exterior de remessas correspondentes a ganhos obtidos com apostas. De acordo com essas versões, o dinheiro teria sido enviado através de empresas de compensação financeira e recebido por uma empresa de fachada em Curaçao, para depois ser reenviado ao Brasil com uma aparência de legalidade. Em um comunicado divulgado em suas redes, assinado pelo advogado Santiago Schunk, Wilians negou as acusações e sustentou que os serviços prestados à Pixbet são de caráter estritamente profissional e se limitam a atividades de advocacia, sem relação com os movimentos empresariais da casa de apostas.

Segundo o informado, a Polícia Federal levantou o sigilo telemático e bancário dos investigados e embargou 1,1 bilhão de reais, cerca de 211,9 milhões de dólares, em ações desenvolvidas nos estados da Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Além da Polícia Federal, na operação participaram o Ministério Público Federal e a própria Secretaria de Prêmios e Apostas, e os suspeitos poderão responder por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Etiquetas: Pixbet, Secretaria de Prêmios e Apostas, Operação Arena, Nelson Wilians