A regulamentação de provedores B2B abre uma nova fase no Brasil
A regulamentação dos fornecedores B2B representa o próximo passo para consolidar o mercado regulado de apostas no Brasil, segundo a avaliação de Thiago Garrides, CEO da Cactus Gaming, durante um painel da GAT Expo São Paulo 2026 dedicado ao avanço do licenciamento B2B no país. O debate ocorre enquanto a Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda, mantém aberta uma consulta pública sobre a regulamentação dos fornecedores que prestam serviços aos operadores de apostas de quota fixa, com um prazo de 45 dias para o envio de contribuições de pessoas e empresas, até 9 de setembro, antes da publicação da normativa definitiva.
A proposta amplia o alcance da regulamentação para as empresas responsáveis por plataformas white label, fornecedores de jogos, serviços de conhecimento do cliente, fornecedores de dados e outros prestadores considerados essenciais para o funcionamento do setor, com o objetivo de estabelecer critérios mínimos que comprovem sua capacidade operacional e de reforçar a segurança jurídica e a supervisão do mercado. Para Garrides, a medida marca uma nova fase para a indústria, já que o foco deixa de estar unicamente nos operadores licenciados e passa a contemplar toda a infraestrutura tecnológica que sustenta o mercado, com a tecnologia, a governança e o compliance como requisitos fundamentais de operação mais do que como diferenciais competitivos.
O executivo sustentou que a medida tende a elevar o nível de profissionalização da indústria ao definir padrões técnicos mais robustos para as empresas que desenvolvem soluções destinadas aos operadores, com benefícios esperados como maior segurança para operadores e apostadores, mais transparência e rastreabilidade das operações, a redução de riscos operacionais e reputacionais e o incentivo a práticas mais avançadas de governança e compliance. Garrides reconheceu que a nova regulamentação exigirá investimentos adicionais por parte das empresas, embora tenha considerado que os benefícios superam os desafios da adaptação e que o processo fortalece a credibilidade do setor brasileiro e o aproxima das melhores práticas das jurisdições mais maduras.
O diretor também salientou que a consulta pública representa uma oportunidade para que empresas, entidades e especialistas contribuam para a construção de um ambiente regulatório equilibrado, capaz de incentivar a inovação sem comprometer a segurança jurídica nem a integridade das operações. Segundo sua visão, a maturação do mercado regulado brasileiro passa pelo fortalecimento de toda a cadeia B2B, e não apenas dos operadores, com uma regulamentação moderna e padrões elevados de governança como fatores-chave para consolidar o Brasil entre os mercados regulados mais relevantes da indústria global.
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