Loterj e ofensiva nacional coordenada contra o jogo ilegal
O presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro, Hazenclever Lopes Cançado, levantou a necessidade de avançar para uma estratégia nacional articulada para enfrentar o crescimento das apostas ilegais no Brasil. Segundo explicou, o fenômeno já superou a capacidade de resposta de ações isoladas e requer uma coordenação efetiva entre os estados e o governo federal.
A proposta aponta para a criação de uma força-tarefa conjunta que replique experiências anteriores aplicadas em outros setores sensíveis da economia, como o financeiro e o de combustíveis. Nesse contexto, Cançado alertou que a proliferação de operadores irregulares não só distorce o mercado legal, mas também alimenta estruturas criminosas mais amplas.
Durante uma entrevista concedida ao programa EsferaCast, o titular da Loterj ressaltou que o combate às apostas clandestinas deve se apoiar em uma integração permanente entre órgãos estaduais e federais. Entre as instituições-chave mencionou a Receita Federal, a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e o Banco Central.
De sua perspectiva, a falta de coordenação permite que milhares de plataformas e pontos de jogo operem fora de qualquer controle, facilitando crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, atuação de milícias e outras formas de criminalidade organizada. Para Cançado, atacar o problema na raiz implica fechar esses canais financeiros e operacionais de maneira simultânea em todo o país.
Além do enfoque repressivo, o presidente da Loterj voltou a insistir na importância de avançar com a legalização e regulação de atividades que hoje funcionam na informalidade, como cassinos, bingos e determinadas modalidades de apostas. Em sua visão, levar esses jogos para o marco legal permitiria maior fiscalização, geração de receitas públicas e redução do espaço para operadores ilegais.
Nessa mesma linha, defendeu a expansão dos terminais de videoloteria no estado do Rio de Janeiro, destacando seu potencial impacto econômico. Segundo apontou, a atividade não só gera arrecadação direta, como também dinamiza setores vinculados como o turismo, a gastronomia e os serviços tecnológicos.
Para Cançado, uma política integral que combine regulação clara, controle efetivo e cooperação institucional é o único caminho possível para ordenar o mercado de apostas no Brasil e reduzir a influência do jogo ilegal na economia e na segurança pública.
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