Publicidade de apostas no Brasil com streaming: R$ 2,3 bilhões
A televisão brasileira atravessa uma era dourada de patrocínios graças à agressiva estratégia de expansão das casas de apostas (bets) e dos serviços de streaming. Segundo um estudo de inteligência de mercado da agência Tunad, ambos os setores injetaram um total de R$ 2.300 milhões (aprox. USD 430 milhões) em pauta publicitária e patrocínios, liderando um mercado nacional que alcançou os R$ 24.500 milhões em investimentos totais.
O Top 5 dos anunciantes: As apostas ganham terreno
O ranking dos maiores investidores mostra uma mistura de telecomunicações tradicionais e gigantes emergentes do jogo. Enquanto Sky liderou a tabela geral com um investimento de R$ 795 milhões, as empresas vinculadas ao azar e às apostas ocuparam lugares estratégicos no pódio:
- Sky (Streaming/TV paga): R$ 795 milhões (USD 150 milhões).
- Viva Sorte (Sorteios): R$ 368 milhões (USD 69,4 milhões).
- Claro (Telecom): R$ 345 milhões (USD 65,1 milhões).
- BetMGM (iGaming): R$ 275 milhões (USD 51,9 milhões).
- Betnacional (iGaming): R$ 210 milhões (USD 39,6 milhões).
Destaque para o caso da BetMGM, consolidada como a casa de apostas com maior volume de publicidade no Brasil. Seu posicionamento não é casual, dado que conta com o Grupo Globo como sócio minoritário, o que lhe permitiu uma presença massiva em todos os intervalos comerciais do país. Por sua vez, a Betnacional reafirma sua relevância apostando em figuras de alto impacto midiático como Vinícius Jr. e o icônico narrador Galvão Bueno.
Frequência vs. Investimento: Os líderes na tela
Embora as bets dominem em volume de investimento econômico, a frequência de aparição (inserções) mostra outros atores. O buscador de viagens Trivago foi a marca com maior presença física na tela com 168.000 inserções, seguido por Emma Colchões (125.000). No entanto, o ecossistema digital se manteve forte no Top 5 de exposição com marcas como Disney+, Globoplay e Claro.
Sazonalidade: O efeito Black Friday
O estudo da Tunad também destaca o comportamento cíclico do mercado. Novembro se posicionou como o mês de maior atividade, impulsionado pela Black Friday, alcançando um pico de investimento de R$ 2.510 milhões. Em contraste, junho foi o mês mais conservador para os anunciantes, com um volume de R$ 1.700 milhões.
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