LaLiga educa Real Madrid sobre proibição de apostas
LaLiga iniciou sua tradicional campanha anual de integridade com uma sessão formativa dirigida ao elenco principal do Real Madrid, realizada nesta sexta-feira em Valdebebas. O organismo busca reforçar entre os jogadores profissionais, tanto da Primeira quanto da Segunda Divisão, as normas que regem a atividade esportiva e as estritas proibições relacionadas a apostas, uso de informação privilegiada e manipulação de partidas.
Fontes do clube confirmaram que o Real Madrid mantém uma política interna de “tolerância zero” contra apostas e manipulações, e ressaltaram que essas condutas estão vetadas mesmo além das responsabilidades penais que possam acarretar.
Capacitação obrigatória e foco nos riscos legais
Durante a sessão, os jogadores do conjunto branco acompanharam atentamente o curso ministrado por Pedro Varas, responsável pela Integridade da LaLiga, que substituiu este ano o histórico formador Iñaki Arbea. A LaLiga lembrou que:
- Os jogadores não podem apostar em nenhuma competição na qual seu clube participe, nem em qualquer outra disciplina esportiva gerida pela entidade.
- É proibido oferecer ou receber prêmios a terceiros.
- O uso ou transmissão de informação privilegiada — como lesões, escalações ou qualquer dado sensível — está estritamente vetado.
A AFE define a manipulação como “qualquer ato ou omissão intencional que altere indevidamente o curso ou o resultado de uma competição com o fim de obter um benefício indevido”. Na Espanha, esse comportamento está tipificado no artigo 286 bis do Código Penal, que estabelece penas de seis meses a quatro anos de prisão, além de inabilitações profissionais de um a seis anos.
A nível federativo, as sanções podem alcançar multas de até 30.551 euros e suspensão de licença entre dois e cinco anos, e até a retirada definitiva nos casos mais graves.
Um modelo interno de controle no Real Madrid
Além das exigências regulatórias, o Real Madrid mantém um sistema próprio de vigilância que abrange todos os seus times, desde o elenco principal até as categorias de base, incluindo tanto o futebol quanto o basquete. Fontes do clube destacam que essa política é “exemplar”, conforme reconhecem tanto a LaLiga quanto a RFEF.
Uma campanha que se estende a toda a estrutura profissional
Cada temporada, a LaLiga ministra cerca de 160 oficinas de integridade destinadas a jogadores, filiais e equipes juvenis. A formação é obrigatória: os jogadores devem assinar um documento comprovando que receberam a capacitação e compreendem as normas.
Nessas sessões também se aborda a manipulação indireta do jogo, como forçar cartões, alterar parâmetros estatísticos sobre os quais se possa apostar ou qualquer conduta que modifique artificialmente o desenvolvimento normal de uma partida.
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