O Estado do México arrecadou US$65,2m em impostos sobre jogos

O imposto estadual sobre jogos rendeu ao Estado do México MX$1.172m (US$65,2m) entre 2024 e julho de 2026, com uma entrada média diária de MX$1,24m (US$68.000). O valor provém de dados que o meio de comunicação local Milenio obteve da Secretaria de Finanças através do Sistema de Acesso à Informação Mexiquense.
O tributo é cobrado de duas formas, e a maior delas não são os cassinos. As apostas cruzadas em rifas, sorteios, concursos e loterias renderam MX$633m (US$35,2m) no período, enquanto o arrecadado nas mesas e máquinas dos cassinos contribuiu com MX$539m (US$30m).
Analisado por ano, o movimento é descendente em ambos os segmentos. As loterias, rifas e sorteios caíram de MX$259m (US$14m) em 2024 para MX$244m (US$13,5m) em 2025, e somaram MX$128m (US$7,1m) nos primeiros sete meses do ano atual. Os cassinos cederam de MX$227,5m (US$12,6m) para MX$217,2m (US$12m) nesse mesmo salto anual, e acumulam MX$94,9m (US$5m) no início de 2026, com sete meses contabilizados, um período que não permite comparação direta com anos completos.
O mecanismo do imposto explica sobre qual base cada peso é calculado. A Secretaria de Finanças considera 12% do valor nominal total dos bilhetes, documentos, objetos ou registros distribuídos para participar de cada evento, já deduzidos os prêmios efetivamente pagos ou entregues. Quando esses documentos são distribuídos gratuitamente, não expressam valor ou a soma de seus valores fica abaixo do montante dos prêmios, a base passa a ser o valor total desses prêmios. Além disso, incide 6% sobre o valor dos prêmios entregues, uma retenção que recai sobre o organizador e que ele mesmo acaba pagando quando o bilhete vencedor nunca foi vendido.
Projetar os sete meses de 2026 para o ano completo revela um cenário pior do que o de 2025 em ambos os segmentos. No ritmo de janeiro a julho, as loterias, rifas e sorteios fechariam perto de MX$219m, em comparação com os MX$244m do ano passado, e os cassinos ficariam em torno de MX$163m contra MX$217,2m, uma queda que no segmento de salas se aproximaria de 25%. É uma projeção linear que não contempla sazonalidade, mas indica uma direção consistente com o declínio já registrado entre 2024 e 2025. O dado também deve ser lido em escala, pois o Estado do México é a entidade mais populosa do país e este imposto estadual convive com a carga federal paga pelos operadores, de modo que o que aqui se mede é apenas uma porção do total tributado pela atividade.
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