Peru bloqueou 36 plataformas de apostas online ilegais
O Ministério do Comércio Exterior e Turismo do Peru intensificou sua ofensiva contra o jogo ilegal com o bloqueio de 36 plataformas de jogos à distância e apostas esportivas que operavam no país sem autorização. A medida faz parte de uma série de ações de fiscalização impulsionadas pela Direção Geral de Jogos de Cassino e Máquinas Caça-níqueis para fortalecer o cumprimento do marco regulatório vigente.
Segundo informou o órgão, o bloqueio foi realizado em coordenação com o Ministério dos Transportes e Comunicações, em cumprimento da Lei 31557, que regulamenta a exploração dos jogos à distância e das apostas esportivas em território peruano.
A operação soma-se a outras ações recentes contra o jogo clandestino. Autoridades do ministério, da Polícia Nacional do Peru e do Ministério Público apreenderam 39 máquinas caça-níqueis que funcionavam de forma ilegal em estabelecimentos localizados em Ancón, em Lima, Pomalca, em Lambayeque, e Cataos, em Piura, no âmbito da Lei 27153. Durante uma inspeção em outro local de Ancón, as autoridades apreenderam ainda uma máquina caça-níqueis que supostamente era utilizada por crianças e adolescentes, uma intervenção realizada em aplicação da Lei 29149, que proíbe a exploração, fabricação, montagem, importação e comercialização de equipamentos deste tipo destinados a menores de idade.
Como resultado das tarefas de supervisão, a pasta também determinou o fechamento de 14 locais de apostas esportivas e de seis salas de máquinas caça-níqueis, com um total de 20 estabelecimentos fechados. O ministério destacou que essas ações fazem parte de uma estratégia de fiscalização permanente, tanto presencial quanto virtual, para combater a oferta ilegal e promover um mercado regulado, e assinalou que se somam aos trabalhos impulsionados pela direção geral em todo o território nacional.
O ministério lembrou por último que, de acordo com o Código Penal peruano, aqueles que promovem ou participam de atividades de jogo ilegal podem enfrentar penas privativas de liberdade de um a quatro anos, além de outras sanções administrativas, e exortou a cidadania a denunciar os estabelecimentos clandestinos para contribuir no combate à atividade.
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