Portugal: Concessões de cassinos estendidas; mapa de operadores

Portugal: Concessões de cassinos estendidas; mapa de operadores

O processo para adjudicar as novas licenças de casinos presenciais em Portugal somou um novo capítulo. O Serviço de Regulação e Inspeção do Jogo decidiu prorrogar temporariamente as concessões vigentes em várias regiões do país diante da impossibilidade de concluir a tempo a avaliação das ofertas apresentadas na licitação em curso.

A medida alcança os casinos localizados no Algarve, Espinho e Póvoa de Varzim, cujas autorizações deveriam expirar no final de dezembro. Com a extensão, os operadores atuais continuarão explorando as salas por um período adicional de até 120 dias, prazo que o regulador considera necessário para completar as análises técnicas e administrativas das propostas recebidas.

Desde o organismo explicaram que o atraso não está vinculado à falta de interesse do mercado, mas à necessidade de cumprir todas as etapas formais do procedimento. O período de apresentação de ofertas já terminou, e agora o foco está na revisão da documentação e na comparação dos projetos apresentados para cada praça.

Mudanças relevantes em Póvoa de Varzim

Um dos movimentos mais significativos do processo ocorre em Póvoa de Varzim, onde o grupo Estoril Sol, principal operador de casinos terrestres do país, decidiu não se apresentar para renovar a concessão que explorou durante os últimos 25 anos. A companhia comunicou oficialmente à Comissão do Mercado de Valores que sua filial Varzim Sol não participou da licitação, marcando assim sua saída desse estabelecimento.

Segundo informações divulgadas por meios portugueses, a única oferta recebida para esse casino corresponderia ao grupo francês Lucien Barrière. Apesar disso, e como ocorre com o restante das salas incluídas no processo, a operação atual será mantida de forma transitória até que o regulador adote uma decisão definitiva.

Estoril Sol continuará concentrando sua atividade nos casinos de Estoril e Lisboa, cujas concessões foram renovadas em 2023. O complexo de Póvoa de Varzim representava o ativo de menor tamanho dentro de seu portfólio em Portugal.

Algarve e Espinho, com menos competição

No restante das regiões sob licitação, o cenário também mostra uma competição limitada. Para o casino de Espinho, a Solverde teria ficado como única postulante, enquanto que no Algarve o mesmo grupo apresentou ofertas para manter a operação das salas localizadas em Praia da Rocha, Vilamoura e Portimão.

O contexto confirma que, além da abertura formal do processo, o mercado português de casinos presenciais segue concentrado em poucos atores com forte enraizamento local e internacional. A prorrogação concedida pelo regulador busca garantir uma transição ordenada e evitar interrupções na atividade, enquanto se define o novo esquema de concessões que marcará o rumo do setor nos próximos anos.

Etiquetas: Portugal, casinos Portugal, licenças de casino em Portugal