CAJEPY, uma nova Câmara de Jogos Eletrônicos de Azar do Paraguai
O Paraguai já tem uma nova organização sindical dedicada ao setor de jogos regulamentados. Foi formalmente constituída a Câmara de Jogos Eletrônicos de Azar do Paraguai (CAJEPY), uma entidade empresarial que reúne em seu núcleo inicial mais de vinte companhias e que se propõe a impulsionar a transparência, combater a clandestinidade e modernizar o marco normativo do setor no país.
O bloco fundador integra majoritariamente operadores e investidores de jogos eletrônicos de azar, em particular caça-níqueis e plataformas online. Entre as firmas iniciais destacam-se companhias de trajetória como Ozio S.A., Entretenimientos e Inversiones Antares S.A. e Vikingos S.R.L., às quais se somaram outros operadores que decidiram apoiar a nova estrutura.
Audiência oficial com a CONAJZAR
A câmara já se apresentou à Comissão Nacional de Jogos de Azar (CONAJZAR), regulador local do setor. A mesa diretora, encabeçada por seu presidente Raúl Caviedes, junto ao secretário Miguel Báez e ao tesoureiro Emilio Módica, manteve uma audiência oficial com a licenciada Roxana Carolina Del Río, presidente interina do organismo. A delegação foi acompanhada pelo representante legal e patrocinador da CAJEPY, o advogado Javier Rodrigo Balbuena Estigarribia.
Durante o encontro, os diretores apresentaram os pilares fundacionais da entidade. Pediram mecanismos e prazos viáveis para os processos de adequação das empresas à normativa vigente, uma mesa de trabalho conjunta para avaliar o impacto técnico dos cânones municipais sobre as operações diárias e um esquema de formalização integral que assegure o cumprimento dos padrões legais, financeiros, tributários e de compliance.
Combate à clandestinidade e aliança público-privada
A câmara também solicitou coordenação com o regulador para erradicar as operações ilegais em território nacional, uma prática que prejudica os operadores formais que geram emprego registrado, pagam tributos e financiam, via cânones, programas sociais do Estado paraguaio. Seus representantes resumiram a linha política institucional com uma frase clara: a articulação público-privada é o único caminho para ordenar o mercado de maneira sustentável.
O estatuto da CAJEPY contempla, ademais, uma visão inclusiva: deixa aberta a porta para que empresas que operem outras modalidades de jogos regulamentados no Paraguai possam incorporar-se como membros, consolidando com o tempo uma frente sindical unificada para todo o setor de entretenimentos.
O surgimento da câmara chega em um momento decisivo para o Paraguai. O país atravessa uma etapa de revisão de suas regras de jogo eletrônico, com pressão política para ordenar o mercado e com um ecossistema vizinho, o latino-americano, que já consolidou atores sindicais fortes na Argentina, Brasil, Colômbia e Peru. A CAJEPY busca posicionar o Paraguai com um interlocutor empresarial robusto frente ao Estado, em linha com a tendência regional de profissionalizar o diálogo regulatório do jogo.
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