Amilton Noble - CEO na Hebara

Amilton Noble - CEO na Hebara

Amilton Noble – CEO, Hebara

Em 2001, iniciou seu percurso na Hebara, empresa responsável por alguns dos produtos lotéricos mais conhecidos do País. Primeiro à frente da área comercial da RASPADINHA DO RIO e, posteriormente, contribuindo para o desenvolvimento de novos jogos, estratégias de distribuição e campanhas de marketing, Amilton foi peça central na criação do modelo matemático do Rio de Prêmios, considerado até hoje um dos maiores cases de sucesso do mercado lotérico brasileiro. Também esteve por trás da concepção do Trem das 11, lançado em Minas Gerais.

Atualmente, além de ocupar o cargo de Diretor Executivo da Hebara, Amilton atua como consultor estratégico para empresas nacionais e internacionais dos segmentos de jogos, iGaming e loterias. Seu trabalho envolve desde a análise de produtos e operações até o acompanhamento próximo do ambiente regulatório, apoiando companhias a navegar por um cenário em constante evolução.

Sua trajetória revela não apenas domínio técnico, mas também criatividade, proximidade com o consumidor e um entendimento profundo da cultura do jogo no Brasil. Um profissional que viveu as transformações do setor e segue contribuindo ativamente para seu desenvolvimento.

Conversamos com Amilton Noble para conhecer mais sobre sua história, sua visão sobre o presente e o futuro do mercado e, claro, o lado humano por trás de um dos nomes mais experientes da indústria, em mais uma edição de Mais que um Jogo.

Trajetória Profissional

O que você sonhava ser quando criança antes de entrar nesta indústria?

Como toda criança que cresceu nos anos 70 e 80, o sonho era ser jogador de futebol. Mas o talento não nasceu comigo e me contentei em jogar pelada com os amigos.

Qual foi o seu primeiro trabalho remunerado?

Estagiário de uma loja de departamentos da minha cidade, Bagé-RS.

E o seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?

Jockey Club Brasileiro, em 1994.

O que você mais gosta nesta indústria?

A oportunidade de gerar recursos para financiar causas sociais.

Quais tendências atuais vão moldar o futuro das apostas nos próximos 5 anos?

As apostas esportivas ainda têm muito a crescer. Acredito muito em operações físicas, especialmente em Sports Bar. O Brasil tem uma cultura muito grande de reunião de amigos em bares para assistir futebol e isso gerará uma nova onda de crescimento de apostas.

Como você enxerga a relação entre jogo responsável e crescimento sustentável do mercado?

O Jogo Responsável é peça chave para o crescimento sustentável da indústria. Os investimentos nessa área precisam ser consistentes.

O que mais te preocupa em relação à ludopatia?

Jogo precisa ser encarado como entretenimento, nunca como meio de ganhar a vida ou aumentar rendimentos. Um apostador que ultrapassa os seus limites precisa de apoio psicológico e de educação sobre a importância de controle financeiro. Para mitigar esses riscos, investimento em tecnologia é fundamental para prever possível comportamento compulsivo e atuar preventivamente.

Quais habilidades você considera essenciais para um líder nesta indústria?

Transparência e foco no apostador.

Qual foi a decisão mais difícil que você tomou na sua carreira e o que aprendeu com ela?

Ter deixado uma pequena cidade para encarar novos desafios no Rio de Janeiro, com uma população 60 vezes maior. Essa decisão provocou um amadurecimento muito grande e precoce em um jovem com 22 anos.

Qual foi o melhor conselho profissional que você já recebeu?

Arrependa-se do que você fez e não do que deixou de fazer.

Se você tivesse que resumir sua filosofia de liderança em uma frase, qual seria?

A equipe é mais importante do que o talento individual. Individualidades ganham jogos. Equipes unidas ganham campeonatos.

Se você não tivesse trabalhado nesta indústria, qual outra profissão você gostaria de ter seguido?

Não me vejo fora da indústria. Escolhi ela para me realizar como profissional.

Ping-Pong de Perguntas

Um livro que você recomendaria?

Quem mexeu no meu queijo?

Um filme que te marcou?

O menino do pijama listrado

Uma comida preferida?

Arroz e feijão

Um lugar no mundo onde você escolheria viver?

Portugal

Um sonho ainda pendente?

Ver todas as verticais de jogos totalmente regulamentadas no Brasil, gerando empregos e renda.

Um hobby ou paixão fora do trabalho?

Tocar saxofone, mas, assim como no futebol, me falta talento…

Café ou chá?

Água

Trabalho remoto ou escritório?

Escritório

Cassino ou apostas esportivas?

Aposta esportiva

Messi ou Cristiano?

Messi

Doce ou salgado?

Doce

Netflix ou Disney+?

A velha TV aberta. Gosto da previsibilidade.

Acordar cedo ou virar a noite?

Acordar cedo

Praia ou montanha?

Praia, especialmente no Nordeste

Livro em papel ou e-book?

Cheiro do livro de papel

Dados ou intuição?

Dados, sempre para embasar as decisões. Mas a intuição não pode ser deixada de lado.

Preferir frio ou calor?

Frio

Traje formal ou informal?

Informal

Janela ou corredor?

Corredor

Vinho ou cerveja?

Água

O líder se faz ou nasce pronto?

Se faz, mas precisa ter dom para aprender.

O Legado

Como você gostaria de ser lembrado(a)?

Uma pessoa que contribuiu com sua luta pela regulamentação de um setor que gerará centenas de milhares de empregos quando totalmente regulado.

Que pergunta você nunca recebeu em uma entrevista e gostaria de responder?

Qual paixão te move a lutar por um mercado de apostas regulado?

Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo esta entrevista?

Magnho José (meu ídolo máximo).