Arturo Chaltelt - Senior Key Account Manager na Play'n GO
Arturo Chaltelt – Senior Key Account Manager, Play'n GO
Atualmente, atua como Senior Key Account Manager na Play’n GO, cargo que assumiu em maio de 2025, com foco em fortalecer contas estratégicas e maximizar o valor para parceiros de cassino online. Anteriormente, fez parte da EveryMatrix por mais de três anos, onde foi Business Development Manager para as Américas e também Account Manager, liderando expansão comercial, apresentações de portfólio, negociações e desenvolvimento de clientes em mercados-chave. Nesse período, foi um ponto de conexão para oportunidades na América Latina, articulando o trabalho com equipes internas de produto e operações e contribuindo para o crescimento regional com novas contas e upsell em clientes relevantes.
Antes de se dedicar integralmente ao iGaming, Arturo desenvolveu experiência em empresas globais de consumo e serviços, incluindo a Bacardi, onde trabalhou na gestão de marca da Tequila Cazadores no mercado dos Estados Unidos, e a Intermex, liderando planos de marketing com foco em crescimento sustentado. Sua trajetória também inclui pesquisa de mercado e consultoria, o que lhe trouxe uma base analítica muito sólida para decisões orientadas por performance e ROI.
Arturo possui um MBA com especialização em Marketing pela Thunderbird School of Global Management, da Arizona State University. Nesta entrevista no Mais que um Jogo, conversamos sobre sua história, sua trajetória entre indústrias e mercados, os aprendizados que moldaram seu estilo de trabalho e sua visão sobre como construir parcerias sólidas e resultados sustentáveis em uma indústria que exige velocidade, precisão e uma execução impecável.
A Origem
Onde você nasceu?
Nasci na Cidade do México. Tem algo muito especial em nascer ali. Não importa onde você viva, o “chilango” dentro de você é eterno.
Se hoje você pudesse caminhar pelo bairro onde cresceu quando era criança, o que lembraria?
Quando eu era criança, me mudei para os Estados Unidos com minha família por causa do trabalho do meu pai. Mas, nas férias, eu tinha a oportunidade de visitar aquela casa no bairro onde nasci, onde morava minha avó. Sem dúvida, o que eu mais lembro é jogar futebol com os amigos e passar tempo ao ar livre com eles. Eu era uma criança com medo de mudar de cidade e de escola, mas aquele lugar sempre foi meu lugar feliz. Meu refúgio, onde havia crianças como eu, que me entendiam e gostavam de jogar futebol como eu. Ter a chance de jogar todos os dias, competir, se empolgar e até sonhar em cada uma dessas “cascaritas”, como dizemos no México, fez com que minha infância fosse, no geral, feliz. Eu me lembro de contar os dias com ansiedade até voltar ao México e ver meus amigos descendo para chutar uma bola. Essa conexão me manteve próximo da minha cultura e aumentou meu amor pelo esporte. O futebol era, claro, nosso jogo favorito, mas a gente jogava de tudo: futebol americano, basquete, “bote pateado”.
Se você pudesse voltar no tempo para aqueles anos, o que gostaria de estar fazendo?
Sem dúvida, jogar mais uma vez um daqueles jogos de rua, aquelas “cascaritas” em que você realmente jogava por amor e companheirismo. A gente jogava no cimento, com gols improvisados com pedras. Os vizinhos adultos ficavam muito irritados porque um chute errado podia quebrar uma janela, mas para nós isso fazia parte do tempero do jogo. Tem duas coisas que eu lembro muito: embora eu tenha perdido contato com a maioria dos amigos, lembro demais de jogar futebol na rua, no pátio em frente às nossas casas, e também de ir comer tacos com meus pais, que era outro momento feliz de criança. Tinha uma taquería a poucos passos da minha casa e todo fim de semana a gente ia lá e comia como deuses. E, por fim, se eu pudesse voltar, adoraria passar tempo com minha avó, que já não está mais conosco. Ela foi muito importante na minha infância e uma figura central daquela época.
Que parte daquela criança ainda está presente na sua vida?
Acho que muitas partes ainda estão vivas. Às vezes me sinto como uma criança adulta. Com certeza, o lado competitivo nasceu ali, mas era uma competição amigável e saudável, embora ninguém quisesse perder, especialmente quando as meninas saíam para nos ver jogar. Esse espírito de equipe, de pertencimento, de fazer parte de um grupo sempre foi importante. Depois eu joguei em times organizados na escola, mas aquela foi a base. Esse sentimento de grupo e de equipe se aplica hoje à indústria, especialmente na América Latina. Eu vejo uma competição respeitosa e até amistosa. E eu também mantenho esse lado sonhador e imaginativo: naquela época eu me imaginava jogando no Estádio Azteca com a Seleção Mexicana, e não parei de sonhar nem de manter esse espírito de luta.
Com o que aquela criança sonhava trabalhar quando crescesse?
Eu percebi cedo que não era o melhor jogando futebol. Eu gostava de ser goleiro porque tinha um toque heroico naquela posição e eu era razoavelmente bom, embora a glória dos atacantes sempre chame a atenção. Quando eu era bem pequeno, o sonho era ser como Pelé ou Maradona. Um pouco mais velho, comecei a gostar de ser goleiro como Jorge Campos. Aí nos mudamos para a Califórnia e eu parei de jogar futebol. Naquela época, o futebol nos EUA era praticamente inexistente, então eu peguei o vínculo mais próximo que eu tinha com o México: a luta livre. Por um tempo eu pensei em ser lutador profissional, como El Santo, ou como o universo de Nacho Libre para quem não conhece muito. Eu brincava inventando programas de luta livre. Um dia meu pai falou comigo sobre as implicações de ser lutador e sobre como a vida deles é difícil, e eu perdi a vontade.
Trajetória Profissional
Qual foi seu primeiro trabalho remunerado?
Meu primeiro trabalho em uma folha de pagamento oficial foi depois da universidade, no México, trabalhando na área de compras da categoria de telefones móveis das lojas do Grupo Salinas (Elektra). No entanto, tecnicamente, o primeiro trabalho pelo qual recebi dinheiro, e que é uma lembrança muito bonita, foi a primeira vez que fui pago por um serviço: filmar uma partida de futebol feminino. Eu estava no ensino médio em Nova York, fazendo uma aula de vídeo e cinematografia. Eles precisavam de alguém para gravar o time feminino principal da escola. Eu me ofereci e me pagaram vinte dólares. Eu fiquei feliz: eu amava futebol, amava a câmera e podia ver as meninas jogando. Foram duas das melhores horas da minha vida naquela época.
Qual foi seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?
Meu primeiro trabalho foi na Play’n GO, há 7 anos. Foi minha primeira empresa, minha casa, e por isso tenho tanto carinho. Como diz a introdução, minha trajetória sempre foi em marketing e administração de negócios. Antes, eu passei por outras indústrias: varejo com o Grupo Elektra, bebidas e destilados com a Bacardi, depois uma startup e, por fim, serviços financeiros de remessas. Um dia, meu amigo e colega do MBA, Cristian Acuña, me contou que estavam procurando alguém para cuidar das contas da América Latina. Cristian era capitão do time de rugby na universidade. Ele me convenceu a entrar no time naquela época sem eu saber nada, só colocando esforço e coração. Posso dizer que foi a mesma coisa aqui no iGaming. Eu cheguei sem saber muito, na verdade sem saber nada, só com atitude positiva, e aqui estamos 7 anos depois. Feliz e orgulhoso de fazer parte desta indústria.
O que você mais gosta nesta indústria?
Ela é única. É uma indústria com muito companheirismo e energia boa. Com todos os seus matizes, é muito fácil criar contatos e até amizades. Existem maçãs podres em todo lugar, mas, na grande maioria, eu sempre vivi um alto nível de cordialidade, profissionalismo, abertura para compartilhar conhecimento e apoio dentro da indústria. E também tem o lado inegável: trabalhamos duro, mas também temos grandes experiências e momentos de diversão. Já estive em lugares e eventos incríveis graças a isso. Acho que somos muito afortunados.
Quais tendências vão marcar o futuro das apostas nos próximos 5 anos?
A América Latina está se consolidando como a promessa que sempre foi. No fim da década passada, apesar do potencial dos mercados latinos, havia certa dúvida. No pós pandemia, houve um boom e nos últimos dois anos esse potencial se confirmou. O que vivemos recentemente com Peru e Brasil foi uma grande lição: apesar dos obstáculos iniciais, a regulação sempre será o melhor caminho para um equilíbrio saudável de concorrência justa, jogo responsável e desenvolvimento de mercado.
Por isso, vejo nos próximos cinco anos uma consolidação dos mercados recém regulados, e podemos esperar que outros mercados como México e Chile sigam nessa direção. Devem surgir novos territórios interessantes, por exemplo Venezuela, que com acontecimentos recentes precisa ser acompanhada de perto.
De forma mais ampla, vamos ver um grande número de ferramentas tecnológicas complementando a operação, principalmente para CRM e retenção, que são essenciais em mercados tão competitivos no mundo inteiro. Isso inclui ferramentas de inteligência artificial que, sem dúvida, precisarão ser regulamentadas em algum momento pelos riscos que podem trazer.
E, por fim, acredito que os mercados de previsões (prediction markets) vão ganhar mais relevância no mundo. É uma tendência importante hoje aqui nos Estados Unidos e acredito que vai crescer globalmente nos próximos anos. Será necessário definir como vai coexistir com o iGaming e eliminar qualquer vantagem regulatória, como acontece atualmente.
O que mais te preocupa em relação ao jogo problemático?
O estigma que impacta toda a indústria e gera rejeição por parte da sociedade, criando grandes obstáculos para o desenvolvimento do negócio. Felizmente, acredito que o jogo regulado ajuda bastante a combater o jogo problemático, então quanto mais regulação tivermos, menor será o risco. Também existe a responsabilidade individual de cada fornecedor e operador. E acredito que estamos no caminho certo. Roma não foi construída em um dia. Antes era comum ver cassinos clandestinos onde jogadores podiam entrar facilmente nessa espiral e hoje isso acontece menos. Coletivamente, há muitos grupos empurrando para chegarmos a um jogo mais seguro, limpo e responsável.
Se você tivesse que escolher um chefe que marcou sua trajetória profissional, quem seria?
Eu tive alguns chefes muito bons. Muitos estilos diferentes, e isso é saudável, aprender e tirar o melhor de cada um. A primeira experiência sempre fica gravada, e comigo não foi diferente. Meu primeiro chefe no Grupo Elektra é alguém que ainda admiro e que me marcou muito. Ele não era meu chefe direto, era o diretor da área. Ele me escolheu e, no começo, eu estava em uma situação em que o resto do grupo não me queria ali: recém formado, sem experiência, vindo de universidade privada, então dá para imaginar o cenário. Mesmo assim, Juan Carlos Alonso, como ele se chama, confiou em mim. Essa confiança é algo que às vezes balança quando você é novo. Ele também me passou ideias muito práticas de negócios. Ele é um mestre da negociação e eu me lembro dele com muito carinho. Mas o melhor que ele me deixou foi a importância de ser um líder que delega, empodera e transmite confiança para as pessoas.
E dentro da indústria, Magnus Olsson, atual CCO da Play’n GO, é um grande líder com quem aprendi muito.
Qual foi o melhor conselho profissional que você recebeu?
“Under promise and over deliver”, algo como “prometa menos e entregue mais”. É preciso alinhar expectativas com muita clareza desde o início.
Se você tivesse que resumir sua filosofia de liderança em uma frase, qual seria?
Os melhores líderes são aqueles que delegam, empoderam, corrigem em particular e elogiam em público.
O que você mais valoriza em um trabalho, além do salário?
Como você se sente quando fecha o computador no fim do dia. Você pode ter um salário incrível, mas se fizer parte de um time tóxico ou não gostar do que faz, está perdendo tempo.
Se você não tivesse trabalhado nesta indústria, que outra profissão gostaria de exercer?
Eu gostava muito da indústria de bebidas, acho que é bem parecida com casino. No fim, as duas são indústrias divertidas. Quando eu trabalhei com serviços financeiros, eu morria de tédio, definitivamente não é para mim. Também gostaria de trabalhar em algo ligado ao esporte. Em algum momento eu cheguei a me candidatar a uma vaga de vendas para um time da NFL. Algo assim, fazer parte da administração de um time esportivo, eu tenho certeza de que eu ia gostar muito.
Ping Pong
Que livro você recomendaria? Depende, eu gosto muito de romances latino americanos, mas um livro muito útil para qualquer profissional é The Art of Problem Solving do Russell Ackoff.
Um filme que te marcou? A Vida é Bela, do Roberto Benigni, a história e as mensagens são simplesmente lindas.
Comida preferida? Tacos e carne, um taco de rib eye é a glória.
Vinho ou cerveja? Gosto dos dois, depende do momento. Cerveja de dia e vinho de noite.
Um lugar no mundo para viver? Nova York, para sempre.
Um sonho pendente? Faz tempo que sonho em dar um presentão para meus pais, uma casa na praia, algo assim.
Um hobby ou paixão fora do trabalho? Eu gosto muito de ir à academia. Mais musculação, cardio nem tanto, haha. Antes, quando eu morava no México, eu fazia parte de um grupo de teatro e montávamos peças. Eu amava isso também, talvez um dia eu volte.
Uma personalidade que você admira? Tom Brady, ex jogador da NFL. Um exemplo de disciplina. Por 20 anos foi o melhor na sua posição e ajudou seus times a dominarem em uma liga tão competitiva. Uma grande lição de dedicação, disciplina e sacrifício.
Trabalho no escritório ou em casa? Híbrido. Às vezes é conveniente só ligar o computador e conectar de casa, mas a interação humana sempre tem valor.
Um dia de praia ou no campo? Morando em Miami há um tempo, tenho a praia perto, então o campo hoje me parece muito mais interessante.
Empregado ou empreendedor? Prefiro ser empreendedor com o projeto certo.
Se faz ou se nasce? A maioria das coisas se constrói, mas algumas você nasce com elas, como liderança e carisma.
Família e Amigos
Se seus pais tivessem que te descrever sem mencionar seu cargo ou suas conquistas, o que diriam?
Meus pais sempre vão dizer que eu sou o máximo. Eles sempre passaram essa ideia de eu ser “o melhor”. Felizmente eu sempre fui um filho muito amado e muito apoiado por eles. Eles diriam que eu sou o melhor em tudo, mesmo que não seja verdade.
Como seus amigos te descreveriam?
Como alguém confiável. Talvez eu não seja o mais presente, mas eles sabem que, sendo meu amigo, eu estou lá quando precisarem. Também como alguém que sempre vai dizer o certo, não o que a pessoa quer ouvir. Alguém extremamente apaixonado, que faria qualquer coisa pelas pessoas que ama.
Quem é a pessoa que ainda se atreve a te dizer “você está errado” quando todo mundo diz sim?
Felizmente eu tenho algumas pessoas, família, amigos, minha esposa, que podem me dizer quando eu estou errado. Eu sempre tento ser brutalmente honesto com quem eu amo, então sinto que isso abre uma linha de honestidade recíproca que eu sempre busquei com pessoas próximas.
O quanto sua família influenciou para você chegar onde está hoje?
Em tudo. Tudo o que eu adquiri, tanto externo quanto interno, é graças à base que eles me deram e ao que sempre repetiram: a maior herança que poderiam me dar era uma boa educação. O dinheiro vai e vem, mas formação e preparo são inestimáveis. Meus pais sempre garantiram que minha irmã e eu estivéssemos na melhor posição para alcançar o melhor desenvolvimento humano e profissional possível.
Para quem, que está longe ou que já não está fisicamente, você gostaria de dar um abraço? O que diria?
Para minha avó. Ela faleceu em 2001, já faz tempo, mas eu daria um abraço forte e diria novamente que a amo e que obrigado por todas as lições e por me transmitir tantos valores.
Desafios e Conquistas
O que você diria para sua versão mais jovem que sofreu ou quase desistiu?
“Get up you son of a bitch, ‘cause Mickey loves you.” É uma frase ótima do Rocky. Às vezes, quando a situação fica complicada, você esquece que tem gente que te ama e quer te ver de pé. Essa ideia ficou comigo quando as coisas apertam. Rocky tem lições muito boas sobre persistência.
Qual foi a decisão mais difícil da sua carreira e o que você aprendeu com ela?
Acho que foi deixar meu trabalho no México e voltar para os EUA para fazer o mestrado. Foi difícil porque eu já tinha construído minha vida lá. Tinha família, trabalho, namorada, mas eu sabia que queria mais. O maior aprendizado é que grandes vitórias exigem grande sacrifício e, acima de tudo, assumir riscos.
Qual foi sua maior conquista e o que ela significou para você?
Para mim, a maior conquista profissional sempre será alcançar a próxima meta, porque é isso que mantém a inércia e o progresso. Eu poderia citar X projeto ou X resultado, mas não vejo assim. Tem gente que alcança um grande feito e depois estagna, ou vem um fracasso. Eu sempre busquei uma tendência de crescimento, então acredito que a grande conquista é se manter relevante e competitivo.
No lado pessoal, depois de tantas mudanças de escola, cidade e carreira, ter a capacidade de me adaptar rápido, aprender, transitar entre culturas e manter o foco, isso é uma enorme conquista. Ajuda no trabalho e na vida.
Legado
Onde você se vê em 5 ou 10 anos?
Eu me vejo ainda aproveitando muito o que faço e liderando algum projeto importante dentro da indústria.
Como você gostaria de ser lembrado?
Como alguém que fazia as coisas acontecerem. Não me importa se a lembrança é positiva ou negativa, não dá para agradar todo mundo. Mas eu vou ficar tranquilo, desde que exista um consenso geral de que cumpri com tudo o que eu assumi.
Se você tivesse que dar um conselho de vida para alguém, qual seria?
Seja você mesmo. O original sempre vale mais do que as cópias, e as pessoas detectam cópias muito facilmente.
Que pergunta nunca te fizeram em uma entrevista e você gostaria de responder?
Eu gostei muito desta entrevista, porque é bem diferente das outras. Ela toca um lado pessoal que é pouco comum na indústria. Em geral, entrevistas e até painéis nas feiras são repetitivos: mesmos temas, mesmas perguntas. Mantendo esse tom pessoal, eu poderia falar mais sobre os ensinamentos do meu pai, que é um senhor incrível e teve um grande impacto em mim. Ou talvez do meu lado super fofo com minha cachorrinha salsicha Makkara. Eu adoro falar dela e mostrar fotos. Ela é uma alegria e uma parte muito importante da minha vida.
Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo esta entrevista?
Acho que o Dr. Miguel Ángel Ochoa, Presidente da AIEJA México. Com todo o conhecimento e trajetória, ele faria uma entrevista super interessante.