Florencia Brancato - iGaming Consultant na iGaming Latam Consulting
Florencia Brancato – iGaming Consultant, iGaming Latam Consulting
Anteriormente, ocupou cargos-chave em grandes empresas globais: foi Head of Global Markets na Pinnacle Sports (2022–2024), coordenando equipes em mais de dez regiões, incluindo Brasil, China, Japão, Canadá, Itália e países nórdicos. Em funções anteriores como Head of LATAM e consultora para Betsson e GVC Holdings, desenhou e executou campanhas de aquisição, ativação e retenção em mercados como Brasil, México, Peru e Chile, construindo pontes entre operadores globais e realidades locais.
Hoje, além de seu trabalho como consultora, Florencia impulsiona sua faceta como Coach Ontológica certificada, acompanhando líderes do iGaming e empresas de tecnologia em processos de transformação pessoal e organizacional. Seu enfoque combina habilidades de comunicação, mentoring e desenvolvimento de liderança, ajudando executivos e equipes a desbloquear seu máximo potencial em um setor marcado pela inovação constante e pela alta competitividade.
Conversamos com Florencia Brancato para conhecer mais sobre sua trajetória, sua atualidade e seu lado mais humano em Mais que um Jogo!
Trajetória Profissional
O que você sonhava ser quando criança antes de entrar nessa indústria?
Quando era criança, sonhava em ser professora e mãe. Para quem conhece a personagem Mafalda da Argentina, eu era como a Susanita — queria me casar e ter muitos filhos. Sonho que realizei: hoje sou casada com Erik e tenho quatro filhos.
Qual foi seu primeiro trabalho remunerado?
Meu primeiro trabalho remunerado foi por volta dos 17 anos — eu pintava camisetas à mão com o logotipo de times de futebol. Depois trabalhei em vendas em uma feira de artesanato e, já na universidade, comecei como estagiária em uma agência de publicidade. Após três meses, fui contratada efetiva como executiva de contas.
E seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?
Tive a sorte de me mudar para a África do Sul, para a cidade de Pretória, junto com minha família. Depois de um ano ajudando as crianças a se adaptarem e transformando a casa em um lar, me inscrevi em uma vaga — na verdade, eu não sabia muito bem do que se tratava, mas pediam uma especialista em marketing que falasse espanhol.
Entrei como Affiliate Manager no grupo Roxy Affiliates (Casino Splendido e Roxy Palace). Ali dei meus primeiros passos nesta indústria e no mundo digital.
O que você mais gosta nessa indústria?
Gosto da versatilidade, das mudanças e do contato com as pessoas. O networking nas conferências — e fora delas — é incrível. É uma indústria em constante evolução, onde aprendo cada dia mais. Tive a sorte de encontrar um grupo humano maravilhoso, construir comunidade e contribuir não apenas no aspecto profissional, mas também no humano.
Quais tendências atuais vão marcar o futuro das apostas nos próximos 5 anos?
Acredito que a Inteligência Artificial (IA) será fundamental nesta indústria, que sempre esteve na vanguarda do digital. As mudanças que estão por vir trarão mais agilidade e dinamismo, proporcionando uma experiência ainda melhor para o jogador/apostador.
Como você vê a relação entre jogo responsável e crescimento sustentável do mercado?
O jogo responsável faz parte das regras básicas deste negócio. Sem esse marco, não há crescimento sustentável. É algo que devemos incutir e promover como seres humanos — ser leais aos nossos valores e promover o jogo como diversão, não como um meio de ganhar dinheiro.
O que mais te preocupa em relação à ludopatia?
O que mais me preocupa é que ela atinja crianças e adolescentes que não estão preparados para lidar com o jogo. Eles não têm maturidade para jogar de forma responsável, e a realidade é que hoje estamos cada vez mais expostos a mensagens de cassinos ou sportsbooks em qualquer hora ou lugar.
Quais habilidades você considera indispensáveis para um líder nessa indústria?
Um líder precisa ter flexibilidade, ser firme mas cordial, ser orientado para as pessoas e saber trabalhar em equipe. Um verdadeiro líder nunca deve esquecer que o melhor que pode fazer é se cercar de pessoas que saibam mais do que ele.
Qual foi a decisão mais difícil que você tomou na sua carreira e o que aprendeu com ela?
A decisão mais difícil foi deixar um emprego na indústria para cuidar de um dos meus filhos, que nasceu com uma deficiência. O trabalho ficava a uma hora e meia da minha casa, o que me impedia de estar presente para ele. Escolhi um cargo na área comercial que me permitisse estar por perto nos primeiros anos de sua vida.
Aprendi que uma pausa não é um “não” definitivo. Quando pude voltar a fazer o que amava, consegui — e construí minha carreira em uma indústria que adoro e não trocaria por nada. Sou muito grata por estar onde estou hoje.
Qual foi o melhor conselho profissional que você já recebeu?
O melhor conselho que recebi foi para ser sempre genuína e fiel aos meus valores. As pessoas passam pelas empresas, deixam marcas, mas não são indispensáveis. E, como líder, o mais importante é formar alguém que possa ocupar o seu lugar — esse é um verdadeiro legado.
Se você tivesse que resumir sua filosofia de liderança em uma frase, qual seria?
Ouvir minha equipe para poder transformar e ser um agente gerador.
Se você não tivesse trabalhado nessa indústria, que outra profissão teria escolhido?
Gostaria de ter sido psicóloga ou treinadora de handebol.
Pingue-Pongue de Perguntas
Um livro que você recomendaria?
De Amor e de Sombra, de Isabel Allende.
Um filme que te marcou?
Não tenho nenhum filme específico.
Uma comida preferida?
Sushi.
Um lugar no mundo para viver?
Barcelona.
Um sonho pendente?
Viajar para a Austrália.
Um hobby ou paixão fora do trabalho?
Jogar handebol.
Café ou chá?
Café, com leite.
Trabalho remoto ou escritório?
Trabalho remoto.
Cassino ou apostas esportivas?
Apostas esportivas.
Messi ou Cristiano?
Messi — mas prefiro o Suárez :)
Doce ou salgado?
Doce.
Netflix ou Disney+?
Netflix.
Acordar cedo ou virar a noite?
Acordar cedo.
Praia ou montanha?
Praia.
Livro físico ou e-book?
Livro físico.
Dados ou intuição?
Dados, mas sempre com um toque de intuição.
Frio ou calor?
Calor.
Roupa formal ou informal?
Informal.
Janela ou corredor?
Corredor.
Vinho ou cerveja?
Cerveja.
Se faz ou se nasce?
As duas coisas.
O Legado
Como você gostaria de ser lembrada?
Como uma pessoa sociável, boa, mãe carinhosa, com muitos amigos, fiel à sua palavra, confiável e sempre disposta a ajudar os outros.
Que pergunta nunca te fizeram em uma entrevista e você gostaria de responder?
De que time sou torcedora no meu país? Do Peñarol, torcedora de coração.
Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo esta entrevista?
Daniel Magariños.