Juan Ignacio Juanena - Founder & iGaming Consultant na iGaming Latam Consulting
Juan Ignacio Juanena – Founder & iGaming Consultant, iGaming Latam Consulting
Como fundador da iGaming Latam Consulting, assessorou operadores online e cassinos físicos na implementação de estratégias digitais, combinando seu profundo conhecimento do mercado latino-americano com uma visão prática voltada à construção de negócios sustentáveis e rentáveis.
Atualmente trabalha como consultor independente para diversas empresas do setor e é fundador de seu novo empreendimento, iGaming.bet, um projeto nascido de uma ideia simples, mas poderosa: unificar todas as informações da indústria de iGaming em um só lugar — criado a partir da perspectiva de quem vive e respira o iGaming por dentro.
Conversamos com Juan Ignacio Juanena para conhecer mais sobre sua atualidade, sua carreira e seu lado mais humano em Mais que um Jogo!
Trajetória Profissional
O que você sonhava ser quando criança antes de entrar nessa indústria?
Quando criança, eu brincava de ser bombeiro ou policial. Alguns anos depois, sonhava em ter meu próprio negócio — algo que fosse meu e ao qual pudesse dedicar todo o meu esforço.
Qual foi seu primeiro trabalho remunerado?
Minha primeira experiência profissional foi aos 19 anos, como vendedor em uma loja de equipamentos e acessórios de informática. Foi uma experiência incrível, que lembro com muito carinho e que me deu muitas ferramentas comerciais para o futuro, com um CEO que eu realmente admirava e que tinha uma estratégia comercial muito clara, com foco no cliente, no produto e na resolução de problemas.
E seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?
Em 2004, na Mediagambling, uma empresa de afiliação e mídia do setor que operava mais de 350 sites de conteúdo em quatro idiomas diferentes e vendia tráfego de SEO para os principais operadores que chegavam à América Latina e aos Estados Unidos.
O que você mais gosta nessa indústria?
Acredito que é uma indústria que reúne o melhor de muitas áreas: tecnologia, produto, marketing, atendimento ao cliente, inovação, responsabilidade social e análise de dados. Como profissional, representa sempre um grande desafio se manter atualizado em tantos temas para poder oferecer serviços e gerir operações competitivas no mercado.
Quais tendências atuais vão marcar o futuro das apostas nos próximos 5 anos?
Sem dúvida, a Inteligência Artificial e o Jogo Responsável, com um olhar humano.
Como você vê a relação entre jogo responsável e crescimento sustentável do mercado?
O jogo responsável desempenha um papel fundamental para o sucesso da indústria. Sem ele, não é possível construir um negócio de longo prazo — e é responsabilidade de todos os atores trabalhar nisso. O jogo já faz parte da sociedade, e cabe a nós controlar e adotar as medidas necessárias com foco na sustentabilidade a longo prazo, acima da rentabilidade imediata.
Se não entendermos que a indústria talvez precise ser menos rentável, mas mais saudável, acabaremos destruindo-a nós mesmos — mantendo-a na escuridão de onde sempre tentamos sair.
O que mais te preocupa em relação à ludopatia?
Identificar a tempo os padrões de comportamento, antes que seja tarde demais e mais pessoas fiquem doentes. Ver aquele comportamento compulsivo, aquele desespero de quem joga tentando reverter uma situação, é algo que realmente nos mobiliza. Não podemos nos desumanizar ou fingir que não vemos. Quando isso deixar de nos tocar, estaremos perdidos como profissionais.
Quais habilidades você considera indispensáveis para um líder nessa indústria?
Visão de negócios de longo prazo, paixão por tecnologia e uma mentalidade ágil que permita mudar sem se prender a soluções ou melhores práticas que ficaram no passado. Ter empatia — sem empatia, sem esse lado humano e sensível para trabalhar com a equipe, é difícil conquistar o comprometimento que faz a diferença em qualquer lugar.
Para liderar uma equipe, não é preciso autoridade, e sim motivar e respeitar as pessoas para que elas te ajudem a alcançar os objetivos com a mesma paixão e dedicação.
Qual foi a decisão mais difícil que você tomou na sua carreira e o que aprendeu com ela?
Pedir demissão de uma empresa do setor para ir para outra indústria, achando que conseguiria manter a mesma paixão e dedicação. Voltei depois de três meses. Quando você ama o que faz, é difícil deixar isso para trás — essa indústria me apaixona e é o meu lugar no mundo.
Qual foi o melhor conselho profissional que você já recebeu?
Por trás do sucesso das pessoas, há um grande esforço invisível. Só depende de cada um decidir se vai ficar assistindo de longe ou fazer parte desse caminho. Cada pessoa é dona do próprio destino — são as decisões que fazem a diferença.
Se você tivesse que resumir sua filosofia de liderança em uma frase, qual seria?
Liderar sempre com paixão e confiança na equipe — apenas pessoas valorizadas se comprometem a alcançar resultados excepcionais.
Se você não tivesse trabalhado nessa indústria, que outra profissão teria escolhido?
Engenheiro Agrônomo. Amo o campo, o contato com a natureza e essa sensação de liberdade.
Pingue-Pongue de Perguntas
Um livro que você recomendaria?
O Alquimista — foi um dos primeiros livros que li na adolescência — e Hooked, já com foco profissional.
Um filme que te marcou?
A Vida é Bela.
Uma comida preferida?
Churrasco.
Um lugar no mundo para viver?
Uruguai.
Um sonho pendente?
Uma casa de campo.
Um hobby ou paixão fora do trabalho?
Futebol, jiu-jitsu e viajar.
Café ou chá?
Café.
Trabalho remoto ou escritório?
Remoto.
Cassino ou apostas esportivas?
Cassino.
Messi ou Cristiano?
Messi.
Doce ou salgado?
Doce.
Netflix ou Disney+?
Netflix.
Acordar cedo ou virar a noite?
Acordar cedo.
Praia ou montanha?
Praia.
Livro físico ou e-book?
E-book.
Dados ou intuição?
Dados.
Frio ou calor?
Calor.
Roupa formal ou informal?
Informal.
Janela ou corredor?
Corredor.
Vinho ou cerveja?
Vinho.
Se faz ou se nasce?
Se faz.
O Legado
Como você gostaria de ser lembrado?
Como um grande pai, um grande marido, um grande amigo e um profissional apaixonado pelo seu trabalho — respeitando sempre sua palavra e seus valores acima de tudo.
Que pergunta nunca te fizeram em uma entrevista e você gostaria de responder?
Qual é o maior medo da sua vida? A morte — não tanto por mim, mas pela dor que causa nos outros.
Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo esta entrevista?
Florencia Brancato, colega da indústria com quem compartilhei muitos anos de trabalho em diferentes empresas — e que construiu uma carreira brilhante neste setor.