Luz Maribel Vallejo - Head of Operations na Tio Rico

Luz Maribel Vallejo - Head of Operations na Tio Rico

Luz Maribel Vallejo – Head of Operations, Tio Rico

Antes de sua etapa na Tio Rico, Luz liderou a área de suporte na Gangabet como Gerente de Suporte, onde gerenciou integralmente a área operacional e de atendimento ao cliente. Nesta etapa, foi responsável pela coordenação e execução de campanhas promocionais, configuração e validação de bônus com provedores tecnológicos, implementação de novas funcionalidades, gestão de reclamações, pesquisas de satisfação e supervisão de indicadores de desempenho da equipe. Nesse período, também esteve envolvida em tarefas alinhadas ao compliance e à entrega de documentação regulatória perante o MINCETUR. Sua trajetória inclui ainda mais de três anos na Solbet, atuando em diversas posições como suporte, gestão de reclamações, casino host e supervisão. Essa trajetória permitiu-lhe desenvolver uma compreensão profunda de todo o ciclo do cliente, desde a captação e experiência de jogo até a fidelização e retenção, consolidando uma base sólida em operações no setor de apostas e cassino online.

Com formação em Engenharia de Sistemas e Mestrado em Administração e Gestão de Empresas, Luz combina visão analítica, estrutura de processos e liderança operacional. Nesta entrevista para o Mais que um Jogo, conversamos sobre sua história, os aprendizados de sua passagem por diversas áreas, os desafios de liderar equipes em contextos de alta exigência e sua visão sobre como construir operações consistentes.

A Origem

Onde você nasceu?

Lima - Peru.

Se hoje você pudesse caminhar pelo bairro onde cresceu quando criança, do que se lembraria?

Embora eu ainda viva no mesmo lugar, o bairro não parece mais o mesmo. Eu me lembraria das tardes intermináveis brincando, da tranquilidade dessa fase em que o mais importante era aproveitar o momento.

Se pudesse voltar no tempo para esses anos, o que gostaria de estar fazendo?

Eu gostaria de estar aproveitando mais o processo, sem tanta pressa de crescer.

Que parte dessa criança ainda está presente na sua vida?

Meu gosto por desenhos animados hahaha, fico vidrada na série do Goku.

Com o que essa criança sonhava trabalhar quando crescesse?

Com ser professora de dança.

Trajetória Profissional

Qual foi o seu primeiro trabalho remunerado?

Foi em um call center de vendas como Executiva de Vendas. Lá aprendi disciplina, resiliência e a trabalhar focada em metas e resultados desde muito jovem.

Qual foi o seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?

Solbet, como assistente de suporte; para mim foi um mundo completamente novo, dinâmico, desafiador e muito diferente de tudo o que eu conhecia antes.

O que você mais gosta nesta indústria?

A intensidade e o movimento constante. É uma indústria viva, que não para, onde cada decisão tem impacto imediato. Me motiva saber que por trás dos números existem comportamentos e experiências que devemos gerir com responsabilidade.

Quais tendências marcarão o futuro das apostas nos próximos 5 anos?

Maior regulamentação na LATAM, mais foco em compliance e uso intensivo de inteligência artificial para personalização, prevenção de fraude e jogo responsável. Será uma indústria mais tecnológica e exigente.

O que mais te preocupa em relação ao vício em jogos (ludopatia)?

Que o crescimento não caminhe junto com a responsabilidade. O jogo responsável deve ser um compromisso real, não apenas um requisito regulatório.

Se tivesse que escolher um chefe que marcou sua trajetória profissional, quem seria?

Aquele que me deu autonomia e confiança para tomar decisões, inclusive para errar, e definitivamente esse é o Don Fernando (na minha passagem pela Gangabet).

Qual foi o melhor conselho profissional que você já recebeu?

Existem dois: “Decisões difíceis também fazem parte da liderança” e “Escolha bem quais batalhas deseja lutar”.

Se você tivesse que resumir sua filosofia de liderança em apenas uma frase, qual seria?

Liderar é alcançar resultados desenvolvendo pessoas e construindo confiança no processo.

O que você mais valoriza em um trabalho, além do salário?

O aprendizado constante e a confiança para tomar decisões; o fato de sentir que o trabalho que realizo gera um impacto real tanto na equipe quanto no crescimento do negócio.

Se não tivesse trabalhado nesta indústria, que outra profissão gostaria de ter exercido?

Eu teria adorado ser professora de dança.

Ping-Pong de Perguntas

Um livro que você recomendaria?

Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes.

Um filme que te marcou?

Gravidade.

Uma comida preferida?

Ceviche.

Vinho ou cerveja?

Cerveja artesanal.

Um lugar no mundo para viver?

Brasil.

Um sonho pendente?

Fazer parte de um elenco de dança.

Um hobby ou paixão fora do trabalho?

Dançar e andar de bicicleta.

Uma personalidade que você admira?

Definitivamente minha mãe, Gabina Aguilar. Sua perseverança, força e capacidade de seguir em frente diante de qualquer circunstância são uma inspiração constante.

Trabalho no escritório ou em casa?

Em casa.

Um dia de praia ou no campo?

Campo.

Empregado ou empreendedor?

Empreendedor.

Líderes nascem prontos ou se tornam líderes?

Se tornam.

Família & Amigos

Se seus pais tivessem que te descrever sem mencionar seu cargo ou conquistas, o que diriam de você?

Que sou uma pessoa forte e resiliente.

Como seus amigos te descreveriam?

Como uma pessoa muito extrovertida.

Quem é aquela pessoa que ainda se atreve a te dizer 'você está errado' quando todos os outros dizem que sim?

Minha melhor amiga de escola e universidade, Celeste Arredondo.

Quanto a sua família influenciou para que você pudesse estar onde está hoje?

Muito, já que meus filhos e minha mãe são meu maior motor e a razão pela qual me levanto cada dia com propósito.

Para qual pessoa, que está longe ou que já não está fisicamente presente, você gostaria de dar um abraço? O que diria a ela?

Ao meu pai, que hoje está longe. Daria um abraço muito forte e diria obrigado por ter sido um bom pai e por ter me dado os valores que hoje me permitem ser quem sou.

Sucessos e Fracasos

O que você diria para a sua versão mais jovem que, em algum momento, estava sofrendo ou prestes a desistir?

Diria para não desistir, que tudo vai ficar bem. Cada queda a está preparando para se tornar a pessoa forte que ela será.

Qual foi a decisão mais difícil que você tomou na sua carreira e o que aprendeu com ela?

Deixar um trabalho onde me sentia confortável para continuar crescendo profissionalmente. Aprendi que o crescimento envolve incerteza e coragem.

Qual foi a sua maior conquista e o que significou para você?

Me tornar mãe de dois filhos e seguir em frente como mãe solteira. Isso me provou que é possível crescer profissionalmente sem deixar de ser mãe.

O Legado

Onde você se vê em 5 ou 10 anos?

Liderando projetos e operações em um nível mais estratégico e regional, mantendo o equilíbrio entre meu desenvolvimento profissional e minha vida pessoal.

Como você gostaria de ser lembrado?

Como uma boa pessoa, feliz e desafiadora.

Se você tivesse que dar um conselho de vida para outra pessoa, qual seria?

Que confíe no seu processo e não desista. A constância e a fe em si mesmo sempre marcam a diferença.

Que pergunta nunca te fizeram em uma entrevista e que você gostaria de responder?

Sobre meus filhos, Fernando e Moana. Quero que saibam que cada passo que dou é por eles; são minha maior inspiração.

Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo a esta entrevista?

Nemesis Campos Ascue.