Natalia Nogues - CEO na Control F5
Natalia Nogues – CEO, Control F5
Sua carreira foi construída em posições-chave de operações e finanças em empresas como Betmotion e PlayBonds, onde adquiriu profundo conhecimento em pagamentos eletrônicos, gestão operacional, controle de fraude e estratégias de aquisição e retenção. Antes disso, fundou e dirigiu projetos de consultoria especializados em operações de cassinos online, oferecendo suporte a empresas que buscavam se estabelecer no Brasil com estruturas prontas para iniciar suas atividades.
Em 2025, seu trabalho foi reconhecido internacionalmente com os prêmios de Melhor Agência de Marketing do Ano para a Control F5 no SBC Affiliate Leaders Awards 2025 e de Melhor Líder do Ano para Natalia Nogues no prestigiado SBC Awards.
Além de seu papel na Control F5, Natalia é fundadora e diretora da AMIG (Associação de Mulheres da Indústria do Gaming), organização que busca dar visibilidade, promover inclusão e incentivar a liderança feminina no setor, reforçando seu compromisso com diversidade e desenvolvimento de talentos na região.
Com um MBA Executivo em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getulio Vargas e formação em Design pela Universidad ORT Uruguay, Natalia combina visão estratégica, criatividade e conhecimento técnico. Seu foco está em profissionalizar a indústria, abrir caminho para novos players e consolidar o Brasil como um mercado de referência global em apostas e entretenimento digital.
Conversamos com Natalia Nogues para conhecer um pouco mais sobre sua atualidade, sua carreira e seu lado mais humano em Mais que um Jogo!
Trajetória Profissional
O que você sonhava ser quando criança antes de entrar nessa indústria?
Tive muitos sonhos quando era criança: pensei em ser desde caixa de supermercado até arquiteta, passando por jornalista, diretora de cinema, professora e médica, dependendo da fase da minha infância. Mas a essência sempre foi a mesma: organizar, ajudar, ensinar, usar e abusar da criatividade, comunicar e pesquisar, características que ainda me impulsionam hoje.
Qual foi seu primeiro trabalho remunerado?
Meu primeiro trabalho remunerado foi em um jornal chamado A Plateia, como jornalista, na cidade onde nasci, Livramento, Rio Grande do Sul, Brasil (fronteira com Rivera, Uruguai).
E seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?
Meu primeiro trabalho no mundo das apostas foi na E-Lace como Gerente Financeira Operacional, onde era responsável por toda a parte financeira, gerenciando as entradas e saídas de dinheiro por meio de pagamentos eletrônicos online.
O que você mais gosta nessa indústria?
O que mais gosto nessa indústria é o dinamismo. Nada é estático; sempre há algo novo acontecendo, seja em tecnologia, regulamentação ou comportamento do consumidor. É um setor que te desafia a evoluir todos os dias.
Quais tendências atuais irão moldar o futuro das apostas nos próximos 5 anos?
Acredito que três tendências serão fundamentais: uma regulamentação mais clara e madura, que trará segurança; a personalização da experiência do usuário, com uso intensivo de dados e IA; e a integração entre apostas, esportes e entretenimento digital de maneira cada vez mais natural.
Como você vê a relação entre jogo responsável e crescimento sustentável do mercado?
Para mim, não existe crescimento sustentável sem responsabilidade. O jogo responsável é essencial para proteger o jogador, dar credibilidade ao setor e garantir que a indústria possa crescer com solidez e legitimidade.
O que mais te preocupa sobre a ludopatia?
Minha maior preocupação é que a falta de informação e de apoio adequado transforme uma experiência de entretenimento em um problema sério. Por isso acredito tanto em campanhas educativas e em ferramentas de controle acessíveis ao jogador.
Quais habilidades você considera indispensáveis para um líder nessa indústria?
Flexibilidade para se adaptar, visão estratégica para antecipar mudanças e, acima de tudo, empatia. Liderar nessa indústria também significa saber ouvir, entender as pessoas e construir relações sólidas.
Qual foi a decisão mais difícil que você tomou na sua carreira e o que aprendeu com ela?
Uma das decisões mais difíceis foi deixar a segurança de cargos estáveis para empreender e criar algo novo. Aprendi que assumir riscos calculados é necessário para crescer e que, mesmo nos momentos de incerteza, a coragem abre portas.
Qual foi o melhor conselho profissional que você já recebeu?
“Nunca deixe de aprender.” Esse conselho me guia até hoje, porque a indústria muda muito rápido e só quem está disposto a se reinventar consegue acompanhar.
Se você tivesse que resumir sua filosofia de liderança em uma frase, qual seria?
Liderar é abrir caminho para que as pessoas cresçam junto com você.
Se não tivesse trabalhado nessa indústria, qual outra profissão gostaria de exercer?
Se eu não tivesse trabalhado nessa indústria, certamente teria seguido na área de organização de eventos. Sou apaixonada pela organização, pela adrenalina do caos e da correria, por resolver problemas aparentemente impossíveis. Adoro ver os resultados extraordinários de um evento acontecendo e saber que trabalhei para que tudo desse certo em equipe, sempre com a sensação de resultado impecável e dever cumprido.
Ping-Pong de Perguntas
Um livro que você recomendaria?
Comer, Rezar e Amar, porque me lembra que a vida é uma jornada de autoconhecimento, equilíbrio e coragem para se reinventar.
Um filme que te marcou?
Uma Mente Brilhante, me inspira pela resiliência e pela capacidade de transformar adversidades em legado.
Uma comida preferida?
Amo massa com pesto… mas a verdade é que não resisto a um bom fast food. Hambúrgueres e cachorros-quentes são minha fraqueza, divertidos e sempre bem-vindos.
Um lugar no mundo para viver?
Barcelona, adoro sua energia vibrante, mistura cultural e a forma como a cidade combina praia, história e modernidade.
Um sonho pendente?
Escrever um livro sobre a indústria de gaming, compartilhando experiências, aprendizados e também os desafios desse caminho.
Um hobby ou paixão fora do trabalho?
Decoração de interiores, quebra-cabeças e Lego, me relaxa criar, montar e dar forma a algo concreto, com paciência e criatividade.
Café ou chá?
Chá, é meu momento de pausa, de diminuir o ritmo e pensar.
Trabalho remoto ou escritório?
Escritório, gosto da dinâmica do time, da interação presencial e da energia que surge ao compartilhar o mesmo espaço.
Cassino ou apostas esportivas?
Cassino, sem dúvidas, a experiência, o ambiente e a adrenalina ao vivo me fascinam.
Messi ou Cristiano?
Messi, sem dúvidas, por seu talento, humildade e porque representa o que somos como latinos: paixão, entrega e magia.
Doce ou salgado?
Salgado, sempre vence, embora um bom chocolate de vez em quando nunca seja recusado.
Netflix ou Disney+?
Netflix, e uma boa série para desligar depois de um dia intenso.
Acordar cedo ou virar a noite?
Virar a noite, minhas melhores ideias e reflexões surgem à noite.
Praia ou montanha?
Praia, preciso do mar, do sol e daquela sensação de liberdade infinita que me conecta comigo mesma.
Livro em papel ou e-book?
Papel, gosto de sentir o livro nas mãos, sublinhar frases e colecioná-los como lembranças de cada fase da vida.
Dados ou intuição?
Intuição, sempre apoiada por dados, mas confio muito no meu instinto para tomar decisões.
Passar frio ou calor?
Calor, o sol me dá energia, alegria e motivação.
Vestimenta formal ou informal?
Informal elegante, com estilo próprio, sem perder o profissionalismo.
Janela ou corredor?
Janela, adoro olhar para fora, contemplar a vista e ficar pensando. É meu momento de reflexão viajante.
Vinho ou cerveja?
Cerveja bem gelada… mas minha verdadeira paixão é um bom whisky compartilhado em boa companhia.
Nasce feito ou se faz?
Se faz, com paixão, aprendizado, constância e a decisão de se reinventar sempre que necessário.
O Legado
Como você gostaria de ser lembrada?
Eu gostaria de ser lembrada como alguém que ajudou a transformar a indústria de jogos no Brasil em um setor mais profissional, ético e inclusivo. Além dos resultados de negócio, quero que minha contribuição seja medida pelo impacto positivo nas pessoas, seja abrindo espaço para mais mulheres, apoiando novos talentos ou demonstrando que é possível crescer de forma responsável. No fim, o legado que mais importa para mim é ter inspirado outros a acreditar que podem fazer a diferença.
Que pergunta nunca te fizeram em uma entrevista e você gostaria de responder?
Raramente me perguntam como enfrento as dificuldades pessoais ao longo da minha carreira. Muitos veem apenas os resultados ou conquistas, mas quase não se fala sobre momentos de dúvida, medo e recomeço. Gostaria de responder a essa pergunta porque acredito que mostrar vulnerabilidade também é uma forma de liderança. É importante que as pessoas saibam que o caminho não é linear, mas que, com resiliência e apoio, é possível seguir em frente e alcançar grandes objetivos.
Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo este questionário?
Há muitos colegas da indústria que eu adoraria ver respondendo e conhecer um pouco mais sobre suas histórias, mas acredito que destacaria certamente uma mulher, para que possamos ter mais visibilidade feminina na indústria. Tenho algumas que admiro profundamente e que possuem trajetórias incríveis: Karen Sierra da GLI, Juana Bischoff da Oddin, Barbara Teles e Teresa Caeiro da Playtech Brasil.