William (Will) Bonalume - Chief Operating Officer na Open Gaming

William (Will) Bonalume - Chief Operating Officer na Open Gaming

William (Will) Bonalume – Chief Operating Officer, Open Gaming

No dinâmico universo do iGaming, onde a inovação e a regulamentação ditam o ritmo, algumas trajetórias se destacam pela profundidade e pelo impacto. William Bonalume, o Will, é um desses nomes. Com mais de 15 anos de carreira, ele construiu uma sólida expertise em Compliance, KYC, prevenção à fraude e gestão de operações, com passagens notáveis por setores como fintech e neobanks antes de aterrissar no iGaming. Sua experiência na Meta, onde atuou como Diretor Estatutário do Facebook Pagamentos do Brasil, gerenciando operações reguladas e o relacionamento com o Banco Central, demonstra a capacidade de navegar por ambientes complexos e de alta exigência. Hoje, como Chief Operating Officer na Open Gaming, Will aplica todo esse conhecimento para otimizar as operações e garantir a escalabilidade do negócio em um cenário brasileiro em plena efervescência regulatória. Seu trabalho é focado em estruturar processos robustos, utilizando metodologias como Lean e Six Sigma para maximizar a eficiência e assegurar a integridade em um setor que exige precisão e segurança. Na série "Mais que um Jogo", mergulhamos nas histórias que moldam esses líderes. Nas próximas linhas, William se afasta do crachá corporativo e compartilha o lado humano por trás do executivo.

A Origem

Onde você nasceu?

Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Se hoje você pudesse caminhar pelo bairro onde cresceu quando criança, do que se lembraria?

Jogar bola e brincar de esconde esconde com os amigos do bairro.

Se pudesse voltar no tempo para esses anos, o que gostaria de estar fazendo?

Sou escoteiro, então acampar sempre foi algo que sempre gostei de fazer e realizar. Atividades ao ar livre sempre tiveram meu coração. Além disso, a paixão pelos games também sempre foram parte de meu cotidiano, com franquias como God of War, Diablo e Red dead redemption.

Que parte dessa criança ainda está presente na sua vida?

Acredito que muito dos valores de integridade e compliance que minha vida escoteira me proporcionou fazem parte hoje de minha vida adulta. O cuidado com o segmento das regras e seu cumprimento íntegro fez de mim hoje alguém que acredita que isso tem valor pra vida.

Com o que essa criança sonhava trabalhar quando crescesse?

Inicialmente queria ser paleontólogo, muito por causa da influencia do Parque dos Dinossauros, no auge dos anos 90. Depois surgiram as ideias de engenharia, e isso me levou a iniciar a faculdade de engenharia mecânica.

Trajetória Profissional

Qual foi o seu primeiro trabalho remunerado?

Atuava com controle de qualidade em uma indústria automotiva no rio grande do sul. Foi desde meu primeiro emprego que tive contato com padrões internacionais e formas de implementá-los em processos complexos.

Qual foi o seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?

Atuei num KYC brasileiro que oferecia serviços para casas de aposta, no período pré regulação. Foi meu primeiro contato com a indústria.

O que você mais gosta nesta indústria?

Acredito que o dinamismo que ela apresenta em seu dia a dia. Não existe monotonia.

Quais tendências marcarão o futuro das apostas nos próximos 5 anos?

Acredito que a consolidação das marcas, aquisição e conglomerados empresariais serão as principais frentes que veremos nos próximos anos.

O que mais te preocupa em relação ao vício em jogos (ludopatia)?

O fato de operadores não terem o cuidado com esse tema sensível em suas operações, e continuarem uma visão predatória sob os consumidores.

Se tivesse que escolher um chefe que marcou sua trajetória profissional, quem seria?

Meu gestor na época de agronegócio. Ele possuía todas as skills de um gestor que trabalha as principais habilidade de seu time. Ele me inspira e hoje tenho ele como um mentor, onde recorro a ele quando tenho uma decisão difícil ou ainda para me aconselhar sobre os processos de pessoas.

Qual foi o melhor conselho profissional que você já recebeu?

Acredito sobre a pivotagem de carreira, que fiz em 2020. Na pandemia, tive que migrar do físico (qualidade) pro digital. Foi aí que comecei a navegar em mares de produto e operações.

Se tivesse que resumir sua filosofia de liderança em apenas uma frase, qual seria?

A missão de um líder pode ser resumida em: entregar resultados e desenvolver pessoas.

O que você mais valoriza em um trabalho, além do salário?

Acredito no equilíbrio entre pessoal e profissional (work hard + play hard). Poder viajar, cuidar da saúde física e mental, além de ter momentos com o time de trabalho (presenciais ou híbridos) é a receita de bolo perfeita pra mim.

Se não tivesse trabalhado nesta indústria, que outra profissão gostaria de ter exercido?

Acredito que estaria no ambito industrial/engenharia, atuando com produtos ou processos industriais.

Ping-Pong

Um livro que você recomendaria?

A startup enxuta

Um filme que te marcou?

Fome de Poder

Uma comida preferida?

Churrasco

Vinho ou cerveja?

Cerveja

Um lugar no mundo para viver?

Singapura

Um sonho pendente?

Visitar todos os continentes do mundo (faltam 2)

Um hobby ou paixão fora do trabalho?

Video Games

Uma personalidade que você admira?

Luiza Helena Trajano

Trabalho no escritório ou em casa?

Híbrido (o meio dos dois mundos)

Um dia de praia ou no campo?

Praia

Empregado ou empreendedor?

Empregado

Líderes nascem prontos ou se tornam líderes?

Se tornam

Família e Amigos

Se seus pais tivessem que te descrever sem mencionar seu cargo ou suas conquistas, o que diriam de você?

Diriam que o Will é um menino que entende muito de internet e se posiciona para que os negócios cresçam e se desenvolvam cumprindo todos os regimentos cabíveis, no Brasil e no mundo.

Como seus amigos te descreveriam?

Diriam que o William é um cara que luta contra os vilões dos mercados piratas, buscando um mercado mais justo e regular para todos.

Quem é aquela pessoa que ainda se atreve a te dizer "você está errado" quando todos os outros dizem que sim?

Minha esposa. Mas não é nenhum atrevimento. Ela sempre busca a minha melhor versão e eu não seria nem 10% do que sou hoje se não fosse tudo que ela me provoca a buscar algo de mim mesmo.

Quanto a sua família influenciou para que você pudesse estar onde está hoje?

Meus pais eram empreendedores e trabalhadores fervorosos. Oriundos do comércio, lembro deles acordando às 4h da manhã e fechando os estabelecimentos às 23h30 ou até mais tarde. Aprendi com eles que trabalho duro, parceria e dedicação são o que podemos encontrar e buscar para uma vida melhor e uma sociedade mais justa.

Para qual pessoa, que está longe ou que já não está fisicamente presente, você gostaria de dar um abraço? O que diria a ela?

Acredito que Papa Francisco seja uma pessoa que prezou muito por integridade à frente da Igreja. Certamente ele seria uma pessoa que seria interessante dar um abraço e tomar um café pra falar sobre geopolítica, por exemplo.

Sucessos e Fracassos

O que você diria para a sua versão mais jovem que, em algum momento, estava sofrendo ou prestes a desistir?

Diria que experiência é fundamental, seja sua própria ou dos outros. Falaria para ele que não desvalorizasse isso e também soubesse aguardar a aquisição da sua própria experiência de vida, trabalho e etc.

Qual foi a decisão mais difícil que você tomou na sua carreira e o que aprendeu com ela?

Conduzir um processo de layoff em meio a um M&A tenso foi um grande desafio. Aprendi que temos que olhar pra ambos os lados de situações como essas, apesar de serem dolorosas. E que um olhar sob a perspectiva das pessoas não pode ser esquecido.

Qual foi a sua maior conquista e o que ela significou para você?

Apoiar e fazer parte uma startup em early stage e fazer dela uma empresa milionária foi uma grande conquista pra mim. Participar desde a concepção do produto, criação da operação e seu processo de aquisição e rodada de investimento final foi algo que, pra mim, significou o resultado final de sucesso em uma empreitada profissional, observando todos os momentos da jornada de uma compania.

O Legado

Onde você se vê em 5 ou 10 anos?

Acredito que me consolidando como um executivo sênior no mercado de apostas, quem sabe até atuando mais como um Advisor ou Board member. Muitos me falam que tenho aptidão para empreender, então isso não saiu ainda de meu backlog, para puxar uma operação que fosse "minha pra chamar de minha".

Como você gostaria de ser lembrado?

Como alguém que buscou integridade e proteção do cliente em todas as esferas, visão, resultado operacional e sustentabilidade. Além disso, como um executivo que buscou "falar pra fora da bolha" do mercado de apostas, buscando mostrar seu lado positivo para outras esferas, como anti-fraude, fintechs e marketplaces, por exemplo.

Se tivesse que dar um conselho de vida para outra pessoa, qual seria?

Que as vezes descaracterizamos a experiência, mas na verdade ela nos trás muito pra agregar. E também que experiência dos outros e aprender com isso é um fator que, quando descobrimos o quanto isso é importante, nos faz crescermos exponencialmente.

Qual pergunta nunca te fizeram em uma entrevista e que você gostaria de responder?

Pergunta: Qual a contribuição da IA para a indústria de apostas na atualidade? Resposta: Atualmente vejo que estamos ainda muito lentos neste processo. Muito se usa IA para criação e atendimento do jogador. Temos que olhar além. Trabalhar com modelos complexos e frentes de ganho de produtividade em diversos processos.

Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo a esta entrevista?

Pedro Bernardino, CEO da Gorilas Bet (Go Jungle Group) é um executivo incrível. Outro é Marco Túlio, CEO da ANA Gaming: um executivo que me inspira e bem focado na implementação de IA nos negócios.