A CBF define em 2027 se deixa um único operador na Copa do Brasil

A CBF define em 2027 se deixa um só operador na Copa do Brasil

Com mais de R$4.000m (US$781,1m) já garantidos pelos direitos audiovisuais do ciclo 2027-2030, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode se dar ao luxo de escolher quem aparece na Copa do Brasil. Esse valor, quase 80% superior ao do contrato anterior, é o pano de fundo de uma discussão interna que poderá deixar o torneio com um único operador de apostas entre seus anunciantes.

O ponto de virada está marcado para 2027. A partir dessa edição, a entidade assumirá a venda dos espaços comerciais, e essa transição permite redesenhar todo o inventário. O Globo Online adiantou que, entre as opções em discussão, está a de reservar apenas uma posição para as plataformas de apostas de quota fixa, em vez do pelotão de marcas que hoje convive nos ativos do certame. Internamente, usam uma palavra para descrever o que querem corrigir: overdose.

Reduzir não significa esvaziar. Para as posições restantes, o critério visa ampliar o leque de setores, com uma condição: que as empresas tenham trajetória comprovada. A diretoria quer elevar o status do torneio e entende que o prestígio dos anunciantes eleva o do produto.

Há uma segunda vertente, desta vez técnica. A partir do próximo ano, a CBF também planeja produzir ela mesma o sinal dos jogos, para que a qualidade da imagem não dependa de quem transmite. A decisão tem um lado comercial direto: ao assumir o controle da realização, a Confederação passa a dispor de peças gráficas que hoje não são vendidas, entre elas o relógio, o placar ampliado, os blocos de estatísticas, a placa do melhor jogador, a ficha com as escalações e o selo que aparece em cada gol.

Os compradores da janela 2027-2030 já estão definidos. Amazon Prime de um lado e o Grupo Globo de outro, este último com TV Globo, SporTV, Premiere e GE TV.

A CBF governa o futebol brasileiro e organiza a Copa do Brasil, o torneio eliminatório que reúne clubes de todos os estados do país. As apostas de quota fixa operam sob licença no Brasil desde 1º de janeiro de 2025 e, nesse período, tornaram-se um dos principais setores patrocinadores do futebol local, tanto em camisas quanto em ativos de torneios. Esse peso explica por que qualquer ajuste da Confederação em suas quotas repercute imediatamente nas contas da indústria, e chega enquanto várias iniciativas legislativas buscam limitar a exposição publicitária do setor.

Etiquetas: Confederação Brasileira de Futebol, Copa do Brasil 2027, patrocínio de casas de apostas, direitos de transmissão 2027-2030