Campinas abre teleassistência para tratar a ludopatia

Campinas abre teleassistência para tratar a ludopatia

Campinas, no estado brasileiro de São Paulo, lançou na quinta-feira, 3 de setembro, um serviço de teleassistência para pessoas com ludopatia chamado Virando o Jogo. Ele é sustentado por uma equipe de 12 pessoas, incluindo psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais, e o programa incorpora uma autoavaliação desenvolvida pela Universidade de São Paulo para detectar possíveis sinais do problema.

O acesso foi pensado para diminuir a barreira de entrada. Os moradores acessam pela plataforma de Saúde Digital, por telefone ou pela internet, e o primeiro contato é com uma assistente virtual chamada Ana. A partir daí, são encaminhados à equipe de saúde ou, quando necessário, a um tratamento dentro da rede municipal. Quem preferir atendimento presencial tem à disposição 15 Centros de Atenção Psicossocial e 69 centros de saúde espalhados por Campinas.

O prefeito Dário Saadi descreveu a iniciativa como um programa estruturado que abre portas através da telemedicina, coordenado com a rede de atenção psiquiátrica municipal e com uma colaboração que considera importante, a da clínica de substâncias psicoativas da Unicamp. Sua descrição do público-alvo foi concreta: pacientes que hoje comprometem a renda familiar com o jogo e que, além disso, estão expostos a uma publicidade que ele qualificou de abusiva.

Lair Zambon, secretário de Saúde, enquadrou o assunto como um problema de escala nacional e destacou duas coisas. Uma é o papel da família, que, a seu ver, é fundamental quando trabalha unida e apoia a pessoa. A outra aponta para o próprio sistema: os profissionais de saúde precisam se sentir capacitados para enfrentar o que ele descreveu como uma doença nova, e por isso envolveram a universidade, porque também é preciso construir experiência em como tratá-la.

O jogo deve ser uma escolha informada e não uma saída para um problema. Se você sente que deixou de ser recreativo, procure ajuda profissional e os serviços de assistência disponíveis em sua jurisdição.

Etiquetas: Campinas, Virando o Jogo, Dário Saadi, Lair Zambon, Unicamp