Os clubes de São Paulo defendem BRL 350m frente ao PL 560/2025
R$ 350 milhões por ano. É o que Corinthians, Palmeiras e São Paulo embolsam em conjunto por seus contratos com operadores de apostas, segundo cálculo do Globo Esporte, e é o que ficaria no ar se o projeto que a Câmara Municipal de São Paulo tem sobre a mesa prosperar.
A ameaça colocou rivais históricos do mesmo lado do balcão. Na sexta-feira, 11 de setembro, delegados desses três clubes, mais Santos e Juventus da Mooca, compartilharam uma reunião com executivos de empresas de jogos na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), com uma consigna clara: chegar à votação com um discurso único.
O texto que os preocupa leva o número 560/2025 e a assinatura do vereador João Jorge (MDB). Seu alcance é amplo. Nenhum evento realizado dentro do município poderia exibir publicidade de casas de apostas, nem em gigantografias, nem em bandeiras, nem nas telas dos estádios ou de qualquer outro recinto esportivo. Para quem desobedecer, o projeto prevê uma sanção econômica de R$ 50.000 e a possibilidade de perder por dois anos o direito de organizar espetáculos.
O trâmite já está avançado. As comissões da Câmara se manifestaram a favor e restam duas votações no plenário antes que o expediente chegue à assinatura do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O setor local calcula que essa instância poderá se concretizar nos próximos dias.Junto ao argumento econômico, há outro que os clubes repetem com força, o da assimetria. Se a proibição valer apenas dentro dos limites da cidade, um time paulistano teria que negociar com a mão atada diante de rivais radicados em outros estados, que continuariam habilitados a exibir as mesmas marcas sem restrição alguma.
A FPF é a federação que administra o futebol no estado de São Paulo e organiza o Campeonato Paulista, além de nuclear os cinco clubes que se sentaram à mesa. A discussão municipal replica um movimento que já ocorreu em outras cidades brasileiras, onde câmaras locais aprovaram ou impulsionaram limites à publicidade de apostas em espaços públicos, enquanto o Poder Executivo federal mantém aberta em paralelo sua própria revisão das regras do setor.
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