A Copa do Mundo de 2026 pode movimentar US$ 60 bilhões em apostas legais
A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira, 11 de junho, e a indústria de apostas esportivas já está estimando o alcance do torneio. A consultoria H2 Gambling Capital estima que cerca de USD 60 bilhões serão movimentados nos canais legais durante os 38 dias de competição, um número que marca um novo recorde histórico para o iGaming e que chega com a América Latina totalmente inserida na conversa graças à estreia regulatória do Brasil.
O salto projetado é de 71% em relação ao volume estimado para o Catar 2022 e de 185% em relação à Copa do Mundo da Rússia 2018, segundo os cálculos da H2. A consultoria esclarece que seus modelos consideram apenas o mercado regulado e excluem o fluxo offshore e clandestino, que em boa parte da América Latina ainda movimenta uma porcentagem significativa do volume total.
Dos USD 60 bilhões projetados globalmente, a H2 aloca USD 5,7 bilhões nos três países anfitriões. Os Estados Unidos lideram a tabela com USD 2,9 bilhões, o México aparece como o segundo maior mercado do torneio com USD 2,5 bilhões e o Canadá completa o pódio com USD 300 milhões. É a primeira vez que o México se integra a uma Copa do Mundo com o peso de país sede e a primeira vez que o Brasil entra em uma projeção global desse tamanho, após a habilitação dos operadores regulados no início de 2025.
Mais jogos, mais seleções, menos volume por partida
O formato do torneio será o maior da história, com 48 seleções e 104 partidas. A H2 adverte, no entanto, que a expansão do calendário não se traduz proporcionalmente em maior volume apostado. Cerca de 60% das partidas adicionais correspondem à fase de grupos, onde a participação média costuma ser menor, e a incorporação de seleções com menor ranking tende a gerar confrontos desequilibrados e menor demanda por parte dos apostadores.
O restante das partidas extras chega com a nova rodada de oitavas de final. Para a H2, esses confrontos deveriam estar abaixo da intensidade e do volume das rodadas finais, em uma curva que tradicionalmente se acelera à medida que a competição avança. A consultoria lembrou que as quartas de final do Catar 2022, com duas partidas por dia, registraram mais apostas do que muitos dos dias iniciais com quatro jogos, e que as semifinais mostraram o pico de atividade por partida individual.
Outro dado importante do relatório é o efeito Itália. A seleção europeia, que novamente fica de fora de uma Copa do Mundo, é um dos maiores mercados de apostas de futebol do continente, e sua ausência tende a diminuir a participação local em cada edição. Para os operadores regulados da América Latina, no entanto, o cenário é oposto: Brasil, Argentina, México e Colômbia chegam com suas seleções classificadas e com licenças ativas, o que perfila o torneio como o primeiro grande teste de capacidade para os reguladores e para as plataformas habilitadas na região. Se as projeções da H2 se confirmarem, a Copa do Mundo de 2026 deixará a América Latina com um mapa de iGaming muito mais maduro do que tinha antes do pontapé inicial.
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