Uruguai busca solução para o Hotel Casino Carmelo
O Ministério do Turismo do Uruguai retomou o debate sobre o futuro do Hotel Casino Carmelo depois que os sucessivos editais de licitação não despertaram interesse no setor hoteleiro privado. O ministro Pablo Menoni foi categórico: a pasta trabalha para encontrar uma solução definitiva para o imóvel, embora tenha reconhecido que o caminho não se apresenta fácil.
"A falta de demanda para o que foi colocado no edital de licitação da administração anterior. Um hotel por um hotel apenas, com a demanda que temos, nós entendemos, e a força dos fatos assim nos demonstrou, que não há interesse", assinalou Menoni. O ministro deixou aberta a possibilidade de combinar o projeto hoteleiro com outras alternativas que o tornem mais atraente para investidores privados.
A gestão do processo recai sobre a Direção Nacional de Turismo, conduzida por Cristian Pos, que já havia antecipado que a negociação em curso poderia ter uma resposta negativa e que se avançaria para um edital menos exigente. Pos confirmou ainda que o Ministério tem preparado um edital de venda "sem condições" do terreno como alternativa de último recurso, caso a negociação direta com um investidor privado não prospere.
O histórico do imóvel acumula críticas. O prefeito de Carmelo, Luis Parodi, foi um dos mais duros ao avaliar os processos anteriores: "Acho que o edital de licitação que foi feito foi com muita expectativa, quando deveria ter sido um pouco mais realista". O próprio Parodi admitiu ainda que o local foi deixado "totalmente ao abandono", o que agravou a deterioração do patrimônio e complicou ainda mais a busca por investidores.
Para o mercado regional, o caso do Hotel Casino Carmelo ilustra os desafios que os governos latino-americanos enfrentam ao tentar ativar ativos turísticos com componente de jogo em destinos de menor escala. A combinação de infraestrutura envelhecida, editais pouco competitivos e baixa demanda hoteleira em destinos secundários é um padrão que se repete em vários países da região, onde os operadores de cassinos preferem concentrar seus investimentos em mercados urbanos de maior volume.
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