Rocío Moitino - Commercial Director Latam na QTech Games

Rocío Moitino - Commercial Director Latam na QTech Games

Rocío Moitino – Commercial Director Latam, QTech Games

Ao longo dos últimos anos, Rocío ocupou posições-chave nas áreas de vendas, business development e direção comercial, liderando estratégias de crescimento tanto em mercados regulados quanto naqueles ainda em processo de maturação. Sua experiência inclui funções regionais em empresas como QTech Games, Air Dice, BETBY, Sportingtech, Caleta Gaming e SofaScore, entre outras, o que lhe permitiu desenvolver uma visão integral do negócio, compreendendo as particularidades comerciais, culturais e operacionais de cada país.

Seu estilo de liderança se baseia na combinação de visão estratégica, empatia e uma forte capacidade de construir relacionamentos de longo prazo com clientes, parceiros estratégicos e equipes de alto desempenho. Para Rocío, o crescimento sustentável não se constrói apenas com objetivos comerciais claros, mas também com confiança, colaboração e excelência operacional.

Com base em Montevidéu e uma perspectiva permanentemente regional, ela segue impulsionando iniciativas de expansão e posicionamento de marca na América Latina, contribuindo com uma leitura prática do mercado e um enfoque orientado a resultados concretos.

Conversamos com Rocío Moitino para conhecer mais sobre sua trajetória profissional, sua visão sobre o desenvolvimento comercial na América Latina e o lado humano por trás de uma executiva que cresceu junto com uma indústria em constante transformação, em uma nova edição de Mais que um Jogo.

Trajetória Profissional

O que você sonhava ser quando criança antes de entrar nesta indústria?

Eu sonhava em ser alguém independente, capaz de construir o próprio caminho e gerar impacto. A forma mudou ao longo dos anos, mas a essência continua a mesma.

Qual foi o seu primeiro trabalho remunerado?

Meu primeiro trabalho foi em uma companhia aérea brasileira. Essa experiência me ensinou a importância de ouvir, acolher, resolver problemas e entender que por trás de cada pessoa existe uma história. Trabalhei na área de vendas, era a única, e lidava diariamente com famílias em dificuldades, profissionais que precisavam viajar com urgência e pessoas cheias de expectativas. Eu precisava resolver situações em minutos, e cada decisão tinha impacto real. Foi uma experiência que amei e que me formou profundamente.

E o seu primeiro trabalho no mundo das apostas/jogos de azar?

Minha primeira experiência formal foi na área comercial de uma empresa de jogos. Desde o primeiro dia entendi que se tratava de um ambiente desafiador, competitivo e cheio de oportunidades de crescimento para quem trabalha com ética e paixão.

O que você mais gosta nesta indústria?

A dinâmica, a velocidade com que tudo evolui e a possibilidade de conectar mercados, culturas e pessoas. É uma indústria que exige adaptação constante, criatividade e resiliência. Ela te mantém ativa, alerta e em movimento.

Quais tendências atuais vão moldar o futuro das apostas nos próximos 5 anos?

Primeiro, uma regulamentação mais rígida e profissionalizada, especialmente em mercados emergentes como a América Latina. Isso aumentará os custos de compliance, mas também irá depurar o mercado e favorecer operadores e fornecedores sólidos, com estruturas claras e visão de longo prazo.

Segundo, uma forte consolidação. Veremos menos plataformas e fornecedores, porém maiores e com modelos integrados. A eficiência operacional será fundamental, e agregadores e soluções one-stop-shop terão um papel central na redução da complexidade, do tempo e dos custos de integração.

Terceiro, uma mudança profunda rumo a experiências personalizadas e orientadas por dados, não apenas em produto, mas também em CRM, bônus, engajamento e retenção responsável.

Quarto, o crescimento de conteúdos rápidos e locais, como crash games, instant games, esportes virtuais e experiências mobile-first adaptadas culturalmente a cada mercado. LATAM, África e Ásia continuarão ditando tendências.

E quinto, uma maior integração de ferramentas de jogo responsável, AML e controle de risco, não apenas como exigência legal, mas como parte central de um negócio sustentável.

Como você enxerga a relação entre jogo responsável e crescimento sustentável?

Eles caminham juntos. Não existe crescimento de longo prazo sem políticas claras de proteção ao jogador. Cuidar do usuário é cuidar do futuro do negócio.

O que mais te preocupa em relação à ludopatia?

O fato de que muitas vezes o jogador busca ajuda tarde demais ou que nem sempre existem ferramentas suficientes para identificar o problema a tempo. A indústria precisa continuar investindo em prevenção, educação e monitoramento ativo.

Quais habilidades você considera essenciais para um líder nesta indústria?

Capacidade de adaptação rápida.

Visão global do negócio.

Integridade.

Habilidade de negociação.

Empatia para liderar equipes diversas.

Força emocional em ambientes de alta pressão.

Se tivesse que escolher um líder que marcou sua trajetória profissional, quem seria?

Aqueles que confiaram em mim antes mesmo de eu reconhecer todo o meu potencial. Pessoas que acreditam em você deixam marcas para sempre.

Qual foi a decisão mais difícil da sua carreira e o que aprendeu com ela?

Abrir mão de uma posição estável para assumir um desafio maior. Aprendi que as mudanças nem sempre vêm da forma que esperamos, mas permanecer parado também tem um custo. Muitas decisões me trouxeram grandes aprendizados pessoais e profissionais.

Qual foi o melhor conselho profissional que você já recebeu?

“Cuide do seu nome e das suas relações. Nesta indústria, a reputação chega antes de você.”

Se tivesse que resumir sua filosofia de liderança em uma frase, qual seria?

Liderar é acompanhar, escutar e dar o exemplo, mesmo quando ninguém está olhando.

Se você não trabalhasse nesta indústria, que outra profissão gostaria de ter seguido?

Algo ligado ao esporte, à comunicação ou às relações internacionais. Sinto que a indústria me escolheu.

Ping-pong de Perguntas

Um livro que você recomendaria?

Aura.

Um filme que te marcou?

A Vida é Bela.

Uma comida preferida?

Risoto ou massa; também o chivito.

Um lugar no mundo para viver?

Uruguai.

Um sonho pendente?

Muitos; a cada ano eles se transformam e crescem.

Um hobby ou paixão fora do trabalho?

O esporte, especialmente o triatlo.

Café ou chá?

Café.

Trabalho remoto ou no escritório?

Remoto, liberdade com responsabilidade.

Cassino ou apostas esportivas?

Cassino.

Messi ou Cristiano?

Messi.

Doce ou salgado?

Salgado.

Netflix ou Disney+?

Netflix.

Acordar cedo ou virar a noite?

Virar a noite.

Praia ou montanha?

Praia.

Livro físico ou e-book?

Livro físico.

Dados ou intuição?

Ambos, sempre com dados para validar.

Frio ou calor?

Calor.

Vestimenta formal ou informal?

Formal.

Janela ou corredor?

Janela.

Vinho ou cerveja?

Vinho.

O líder nasce pronto ou se constrói?

Nem nasce nem se constrói. Ele desperta através do silêncio, da atenção e do caminho percorrido.

O Legado

Como você gostaria de ser lembrada?

Como uma profissional íntegra, comprometida e humana, que construiu relações reais e deixou valor além dos resultados.

Quem você gostaria de abraçar, mas que já não está ou está distante?

Aqueles que já partiram e foram pilares na minha vida, especialmente minha avó.

Qual foi a melhor decisão da sua vida?

Escolher seguir em frente com critério, mesmo quando o contexto não ajudava.

Se tivesse que dar um conselho de vida, qual seria?

Escutar a si mesma, agir com integridade e evitar decisões tomadas pelo medo ou pela urgência. O tempo e a coerência sempre colocam tudo em ordem.

Que pergunta você nunca recebeu em uma entrevista e gostaria de responder?

O que te motiva a continuar mesmo nos momentos mais difíceis?

Minha resposta: saber que meu trabalho e minhas decisões impactam outras pessoas, especialmente meus filhos.

Qual colega da indústria você gostaria de ver respondendo esta entrevista?

Alguém que começou de baixo e hoje inspira outros com sua história.